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Futebol

Lusa joga a toalha e a Série B

Arquivo Geral

12/04/2014 8h20

Dentro de exatos sete dias, a bola deve rolar para o início da Série A do Campeonato Brasileiro. Mas será que vai ter Brasileirão? Uma enxurrada de processos judiciais, com uma guerra de liminares protagonizadas, em sua maioria pela Portuguesa e pela CBF, colocam em risco o começo do certame nacional. 

Os imbróglios judiciais vêm se arrastando desde logo depois do fim do Brasileirão de 2013, em dezembro. Com uma ação alegando que o meia Heverton havia sido escalado de forma irregular, o STJD tirou os pontos da Lusa e rebaixou a equipe paulista, livrando o Fluminense do rebaixamento à Série B.

A partir do descenso, teve início uma guerra judicial, desta vez na justiça comum, entre Portuguesa e CBF. O presidente do clube, Ilídio Lico, chegou a afirmar que iria até o fim nas esferas judiciais para que conseguisse manter sua equipe na primeira divisão.

Momentaneamente, a Lusa conseguiu se manter na elite, após uma liminar na  42ª Vara Cível de São Paulo que obrigava a CBF a devolver os quatro pontos que a equipe paulista perdeu. 

 Desistência

O presidente da CBF, José Maria Marin, não se importou com a liminar da Portuguesa e afirmou que a tabela do Brasileirão já divulgada estará valendo. Nesta semana, a entidade conseguiu cassar a liminar que devolvia os pontos a Lusa. Diante da situação, Ilídio, entregou os pontos. 

O vice jurídico da Lusa, Orlando de Barros, explicou o caso. “A Lusa vai jogar a Série B porque o efeito suspensivo não nos da o direito de jogar a Série A, mas o processo continua”, sentencia.

Confusão nas divisões abaixo

Os problemas de tapetão não estão presentes só na Série A do Brasileirão. Até mesmo o Brasiliense, que foi rebaixado em campo para a Série D no ano passado está brigando para conseguir na justiça uma vaga na Série C.

O problema na Série C, no entanto, tem a ver com razões financeiras. O Ipatinga, que disputou a Série C de 2013 com o nome de Betim, foi rebaixado pela Terceira Comissão Disciplinar do STJD para a quarta divisão do futebol brasileiro devido ao não-pagamento de uma dívida ao The Strongest, da Bolívia. O débito era referente à transação do atacante Pablo Escobar. 

Diante da queda, o Ipatinga entrou na justiça e conseguiu reaver a vaga na terceira divisão, após decisão da 4ª Vara Cível de Betim. Apesar de a CBF acatar a decisão e, inclusive divulgar a tabela da Série C já com a presença do time mineiro, foi o STJD quem não aceitou a decisão e preferiu suspender as tabelas das Séries C e D do Brasileirão. 

Além do Jacaré, Tiradentes-CE e Metropolitano-SC pleiteiam a vaga na Série C.

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