O uruguaio Diego Lugano visitou, nesta terça-feira, o CT do São Paulo. Jogador mais popular do clube na época da conquista do Mundial de Clubes de 2005, o zagueiro falou bastante sobre o Tricolor, mas não conseguiu escapar das perguntas sobre a Copa América.
Na semifinal da competição de seleções, o uruguaio desperdiçou sua cobrança na disputa por pênaltis e permitiu ao Brasil avançar para a final contra a Argentina. “Poderia ter acontecido com qualquer um, menos comigo, que tenho tantos amigos brasileiros. Estou até hoje tomando remédio para conseguir dormir”, brincou Lugano.
O jogador tentou evitar os comentários em relação ao árbitro colombiano Oscar Ruiz, que não mandou voltar os pênaltis em que o goleiro brasileiro Doni se adiantou para fazer suas defesas. “Não adianta reclamar muito porque eu também não chutei bem. Mas percebemos que o árbitro não estava mandando voltar. A verdade é que o juiz meteu a mão na gente”, disse Lugano.
Símbolo de uma geração em que o São Paulo abdicou do estilo exageradamente técnico e frágil para incorporar a raça e atitude à sua rotina, Lugano acredita que será difícil conseguir o mesmo respeito no Fenerbahce como fez no Tricolor Paulista. No Morumbi, o jogador foi campeão do Paulistão, da Libertadores e do Mundial, em 2005, e participou da conquista do Brasileirão, em 2006.
“Acompanhei pela internet o (zagueiro) Breno me citando como um ídolo. Achei importante ele ter falado sobre mim não só na parte futebolística, mas também como homem. Acho que isso é o que importa sobre as pessoas no fim das contas”, disse Lugano, que tem como técnico, o brasileiro Zico e, como companheiros, uma legião de brasileiros na Turquia.
Com planos de voltar a morar em São Paulo depois que encerrar a carreira, Lugano não esconde de ninguém sua ótima relação com o Brasil. Apesar da tristeza pela eliminação na Copa América, ele torceu pela seleção de Dunga na final da competição.
“Meu filho está com sete anos e passou quatro deles no Brasil. A moça que trabalha na nossa casa também é brasileira e, na Turquia, o nosso convívio também é com os jogadores brasileiros. Eu e ele torcemos pelo Brasil. Na semifinal, ele ficou confuso no começo e depois ficou irritado que eu perdi o pênalti”, revelou Lugano.