Joachim Low começou a pressionar o árbitro Marco Rodríguez 24 horas antes de Alemanha e Brasil disputarem uma semifinal de Copa do Mundo no Mineirão. Incomodado com a violência que notou na equipe adversária, principalmente no confronto de quartas de final com a Colômbia, o técnico alemão cobrou uma postura rigorosa do profissional mexicano.
“Espero que o árbitro aja. Nos últimos jogos do Brasil, vi que a energia física está indo além dos limites tolerados na Europa. Contra a Colômbia, foram faltas brutais, e alguns jogadores não deveriam ter terminado a partida. Foi um combate físico exagerado. Isso precisa ser contido. Caso contrário, não teremos mais Neymar ou Messi, e sim jogadores que vão a campo só para destruir”, bradou Low, que tocou diversas vezes no assunto na entrevista coletiva concedida nesta terça-feira.
Foi justamente contra a Colômbia que Neymar sofreu uma joelhada de Zúñiga, já no final da partida, fraturou a terceira vértebra lombar e acabou cortado da Copa do Mundo. Solidário ao astro brasileiro, o técnico da Alemanha se disse sentido com o que chamou de “situação terrível” antes que alguém lhe perguntasse sobre a contusão.
O técnico Luiz Felipe Scolari certamente lamenta muito mais a ausência de Neymar do que o seu colega. Diferentemente de Low, no entanto, o líder da Seleção Brasileira não pressionou Marco Rodríguez, árbitro que já ficou marcado por uma polêmica nessa Copa do Mundo. O mexicano não viu a mordida do atacante Luis Suárez no defensor Giorgio Chiellini, na vitória por 1 a 0 do Uruguai sobre a Itália, ainda na fase de grupos.
“Bom, se ele não viu, não viu”, minimizou Felipão, com uma careta. “Acontecem muitas jogadas em que o árbitro não vê uma falta ou outra. Nesse caso, inusitado, foi assim. Quando você está acompanhando a bola, pode deixar passar um segundo lance. Por isso, temos auxiliares e tudo mais. Mas esse árbitro está em sua terceira Copa, é experiente, tem vivência. Provavelmente, foi uma escolha correta da Fifa para o nosso jogo”, elogiou.
Low espera que Marco Rodríguez esteja atento desta vez. O alemão tem dito bastante que a Seleção Brasileira atual é mais violenta e menos vistosa do que em outros tempos. E recorreu até ao público local para reforçar o seu apelo. “Não acho que os torcedores gostem que o jogo seja interrompido por faltas a toda hora. Na última partida do Brasil, foi assim. Aquilo foi uma luta, com várias faltas duras, não só aquela em cima do Neymar”, insistiu.