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Futebol

Livre da cadeia, Freddy Rincón dispara contra presidente do Santos

Arquivo Geral

18/09/2007 0h00


Com a moral de quem acaba de conseguir habeas corpus em processo de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, o ex-jogador Freddy Rincón não poupou seus desafetos ao deixar a prisão. Entre eles, os principais dirigentes do Santos, de quem cobra R$ 12 milhões referentes a salários atrasados.

“Muita gente disse que eu era pilantra e picareta, que a minha prisão mostrava a verdade sobre quem tinha razão. Mas eles me devem dinheiro, e vou cobrar cada centavo na Justiça”, avisou o colombiano, que teve o presidente Marcelo Teixeira como alvo principal. “Ele me causa nojo. Como pode uma pessoa dessas estar no futebol? Espero vencer esse mentiroso na Justiça.”

Não é a primeira vez que Rincón ofende Teixeira. Desta vez, no entanto, ele também atacou o vice-presidente santista Norberto Moreira da Silva, a quem acusa de poder influenciar o resultado de seu litígio com o clube. “A gente fica sabendo de tudo lá [na Polícia Federal]. Soube que estavam se gabando e despreocupados com o processo, porque iriam ganhar em Brasília, já que o vice-presidente é da OAB.”

Curioso é que a relação do colombiano com Wanderley Luxemburgo, técnico do Santos, é completamente diferente. Maior incentivador da carreira de Rincón como treinador (o colombiano trabalhou no Iraty, clube do qual Luxemburgo é amigo do presidente Sergio Malucelli), o comandante do Peixe enviou, inclusive, livros ao colega enquanto ele esteva preso.

Outro cartola com quem Rincón já brigou foi além. O ex-jogador diz que recebeu diversas visitas de Antônio Roque Citadini, presidente do Conselho de Orientação do Corinthians. O volante Vampeta, também do Alvinegro, o zagueiro Cris, do Lyon, o atacante Ewerthon, do Stuttgart, e o ex-meio-campista César Sampaio também o apoiaram.

Pelas acusações a que responde, Rincón culpou a amizade com o narcotrafitante colombiano Pablo Rayo Montaño. “Minha conclusão é de que fui preso por ser amigo dele. Se ele escolheu esse caminho, não é problema meu. Se soubesse, nunca haveria caído nessa. Meu nome apareceu porque emprestei dinheiro legalmente. Não sabia o destino”, defendeu-se.

Após passar 123 dias preso, Rincón responderá processo em liberdade. Ele ainda aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de extradição do governo do Panamá. A Nautipesca, empresa para qual o colombiano emprestou dinheiro, foi flagrada com um carregamento de 40 quilos de cocaína no canal do Panamá no ano passado.

“Agora, a minha família não está mais sozinha. Sofreram muito sem mim. Foram motivo de chacotas e de desconfiança. Se alguém for falar mal novamente, que fale na minha cara”, desabafou Freddy Rincón, em meio aos seus ataques. Os dirigentes do Santos, no entanto, não pretendem responder às acusações do colombiano.

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