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Futebol

Libertadores: Apagão, racismo e rojões para todo lado

Arquivo Geral

14/02/2014 8h40

A primeira rodada ainda nem terminou, mas os antigos e inaceitáveis atos da Taça Libertadores se repetiram. A pena branda ao Corinthians no episódio em que Kevin Douglas Beltran Espada, 14 anos, morreu após ter sido atingido por rojão disparado pela torcida do time paulista, parece ter sido a senha para que os que frequentam os estádios continuem a desrespeitar a lei.

Em apenas nove partidas disputadas na fase de grupos, novos absurdos vieram a tona. O mais grave ocorreu na noite de quarta-feira. Não bastasse o misterioso e costumeiro apagão na véspera de um jogo, além de vestiários sem água, o duelo Real Garcilaso x Cruzeiro reservou atos racistas dirigidos ao volante Tinga por parte da torcida local.

Aos 21 minutos do segundo tempo, Ricardo Goulart deixou o campo para a entrada de Tinga. Desde então, os peruanos da arquibancada passaram a imitar macacos sempre que o volante recebia a bola. “Eu queria não ganhar todos os títulos da minha carreira e ganhar o título contra o preconceito contra esses atos racistas. Trocaria por um mundo com igualdade entre todas as raças e classes”, desabafou o brasileiro, ainda no estádio.

A Conmebol informou que o caso pode ser levado a julgamento e que o time pode ter de atuar um ou mais jogos com portões fechados, perder o mando e até os pontos.

Este, porém, não foi a única ação a se repudiar. No confronto entre León e Flamengo, no México, um rojão caiu no gramado. O árbitro chegou a parar o duelo por alguns segundos, mas prosseguiu sem maior alarde. Não demorou muito e um princípio de incêndio ocorreu embaixo da arquibancada, atrás de um dos gols. Também nada foi feito.

Fogo 

O fatal rojão de 2012 segue figura constante nos estádios da competição. São raríssimas as exceções – a torcida do Botafogo planejava fazer uma festa com sinalizadores na estreia, no Maracanã, mas foi proibida pela Polícia. Na Pré-Libertadores, no duelo Universidad de Chile x Guaraní-PAR, a torcida da casa abusou. O palco ficou tomado de fumaça e chegou a prejudicar o duelo.

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