Uma vitória diante do Paraná era suficiente para o Atlético-MG dar um importante passo na luta contra o rebaixamento. Entretanto, além de ficar no empate sem gols em pleno Mineirão, o Galo ainda viu um momento de tensão como há muito tempo não se via por Vespasiano. O ápice aconteceu na etapa final, quando o técnico Émerson Leão sacou Marcinho para a entrada de Tchô e acabou chamado de burro. Calmo, o treinador não se inibiu ao retrucar o descontentamento alheio.
“Qual a novidade que todo mundo entende de futebol no país? A novidade é que eles pensam que entendem e não entendem absolutamente nada. Eu compreendo a situação, só que eles não sabem de 10% do que ocorre nos meandros do futebol, por isso eu não posso me preocupar. Não são eles que escalam”, assegurou Leão.
Ciente da carga que carregava sua resposta, Leão tentou amenizar a situação, agradecendo o apoio recebido por boa parte dos atleticanos, que sempre pediram a sua contratação desde a saída de Levir Culpi, logo após o Campeonato Mineiro.
“Eu agradeço a confiança que sempre tiveram em mim, e procuro ser um profissional exemplar para não ter reclamação, mas quem troca sou eu. Ganho para isso. Se o rapaz que entrasse tivesse feito o gol, eu seria gênio. Então, essas coisas não me preocupam. Depois de 44 anos de futebol, não dá para preocupar”, avaliou o comandante alvinegro.
Insatisfeito com o rendimento da equipe, Leão revelou que o empate contra um adversário direto na luta para escapar da Segundona fazia parte dos planos. “Esse tropeço estava até dentro do previsto, pois temos mais quatro jogos para fazer os três pontos que havíamos planejado quando faltavam dez jogos para terminar. O que não estava nos planos era um sofrimento como o de hoje (ontem)”, concluiu.