A polêmica envolvendo a contratação de Neymar pelo Barcelona ganhou um capítulo importante nesta quarta-feira. Isto porque o juiz Pablo Ruz, da Audiência Nacional espanhola, aceitou a denúncia feita pelo sócio azul-grená Jordi Cases e anunciou que vai investigar os bastidores da transferência do brasileiro ao clube de Camp Nou. Especula-se que o presidente do Barça, Sandro Rosell, teria ‘maquiado’ os valores da compra, que ultrapassaria – e muito – os 57 milhões de euros (cerca de R$ 182 milhões) oficialmente anunciados.
De acordo com o auto publicado pelo juiz, há indícios de que houve uma simulação contratual na documentação da transferência de Neymar. “Tudo o que foi indicado anteriormente leva a estimar, a priori, como verossímil a classificação dos fatos relatados na denúncia como constitutivos de um possível crime de apropriação indébita do artigo 252 do Código Penal”, declarou Pablo Ruz.
Desta forma, o caso vai parar na Justiça Espanhola. Apesar disto, pelo menos em um primeiro momento o protagonista da polêmica, Sandro Rosell, não será chamado para depor. O juiz considera que a prioridade é a análise fria do contrato. Assim, pedirá a documentação da negociação à Fifa e ao próprio Neymar. Futuramente, até mesmo o Santos, clube que também está envolvido no caso, pode ser procurado para dar o seu parecer sobre o assunto.
Neymar se transferiu ao Barça em julho do ano passado, após conquistar o tetracampeonato da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Na época, os valores não foram divulgados, mas, meses depois, um diretor do clube catalão revelou que o negócio custou 57 milhões de euros (cerca de R$ 180 milhões). Este valor, então, passou a ser adotado como oficial até mesmo pelo presidente do Barça, Sandro Rosell.
Porém, há aproximadamente duas semanas um sócio do clube catalão acusou o mandatário de desviar 40 milhões de euros (cerca de R$ 130 milhões, na cotação atual) a uma empresa do pai de Neymar durante a transação. Desta forma, segundo a acusação, os valores divulgados da transferência seriam “fictícios”. A única coisa que se sabe, no entanto, é que a polêmica será investigada pela Justiça Espanhola.