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Futebol

Jogo de "portões fechados" em estádio precário

Arquivo Geral

21/03/2014 9h00

A bagunça no Campeonato Candango escreveu mais um capítulo ontem na vitória do Unaí/Paracatu sobre o Brasília, por 1 x 0. Em um jogo que deveria ter sido a portões fechados, no estádio do Cave, cerca de 60 torcedores tiveram o privilégio de assistir – em todos os duelos da competição, quatro tiveram um público inferior, mesmo com cobrança de ingresso.

Quando perceberam as correntes e cadeados nos portões, quatro torcedores questionaram a não autorização para assistir ao confronto e pediram explicação. Mesmo cientes de que a decisão baseou-se nas condições precárias do estádio, minutos depois, lá estavam eles sentados na arquibancada. 

Por meio da assessoria, a Federação Brasiliense de Futebol (FBF) afirmou “não estar ciente sobre o caso, mas que se vier à tona, será resolvido na reunião entre os dirigentes e presidentes dos clubes classificados hoje, à tarde.”

Em campo, as marcações dos jogos de futebol americano continuavam lá. Em volta do gramado, vários copos de plástico e muito lixo combinavam com o estado precário e abandonado do lugar.

No intervalo do jogo, era possível ver alguns jogadores do lado de fora do vestiário. O camisa oito do Unaí explicou o porquê desta situação. “É pequeno e abafado. Nunca vivi isso na minha vida”, desabafou.

O jogo teve um início promissor, quando antes dos dez minutos iniciais, o volante Douglas Alemão marcou. No entanto, as duas equipes mais nada fizeram até o fim. 

O técnico Luis Carlos explicou que o resultado já era esperado. “Mesmo se tivéssemos ganhado, continuaríamos em terceiro lugar. Com isto, achei melhor poupar para fazer um bom jogo na Copa Verde”, explica o comandante.

Derrota Previsível

“Qual é o placar dos outros jogos aí?” perguntava o presidente do Brasília, Luis Carlos Alcoforado, com frequência. 

Agoniado com o placar desfavorável de sua equipe, o mandatário mal conseguia ficar quieto enquanto sentado.

Rebaixados dão o ar da graça no final

Capital e Legião entraram na última rodada com a certeza do rebaixamento. Então com cinco e seis pontos, respectivamente, os clubes apenas cumpriam tabela diante dos favoritos Ceilândia e Gama. Ontem, no entanto, uma luz parece ter pintado na parte debaixo da tabela.

No Abadião, o anfitrião Ceilândia foi surpreendido pelo Capital desde o primeiro tempo. Aos 24 minutos, o experiente atacante Igor abriu o caminho para a vitória da Coruja do Cerrado. Rafael Toledo fez mais dois a favor do time azulino e Allan Dellon descontou para o Gato Preto.

O resultado serviu apenas para o Capital trocar de posição com o Legião, que ficou no empate por 1 x 1 com o Gama, e terminou a primeira fase na lanterna. 

Pano para manga

O presidente do Legião, Emanoel Teixeira, sustenta a versão de que seu time ainda não está rebaixado. Isso porque ele apresentou uma denúncia de que o Atlético Ceilandense estaria usando dois números registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o que seria proibido. 

 O presidente do Ceilandense, Manuel Santos, não nega que o clube possua dois CNPJ’s, mas afirma que são razões diferentes e, portanto, não transgride a regra da competição.

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