O Internacional não começou bem a defesa do título da Libertadores. Os colorados acabaram perdendo por 3 x 1 do Nacional, em Montevidéu. Foi numa virada espetacular do time uruguaio, que chegou a estar em desvantagem numérica em campo quando já perdia pelo placar de 1 x 0.
Hidalgo abriu o placar para o Campeão da América. Vera, Delgado e Martinez consolidaram a vingança do Nacional, tão alardeada antes do jogo. A partida ainda marcou a volta de Fernandão aos gramados, depois de um mês parado. O próximo confronto do Inter pela Libertadores ocorrerá dia 28, contra o Emelec, no estádio Beira-Rio.
O Nacional realmente começou o jogo com muita sede, coerente com as fortes declarações chegando a citar até sentimentos de vingança. Logo aos 12 minutos, Clemer salvava o Inter depois de uma saída em falso da defesa. Um minuto depois, Marques perderia uma ótima chance ao não alcançar a bola dentro da área colorada.
O Inter reagiu logo depois. Aos 15, Alex arriscou de fora da área, por cima. Mas foi só. A partir daí os uruguaios tomaram novamente as rédeas do jogo. Aos 21, o ataque aéreo. Cruzamento para Márquez, que não alcançou; mais um cruzamento, desta vez Tejera quase marcou, mas o Inter escapou. Aos 23, os jogadores do Nacional protestaram pênalti sobre Márquez não marcado. Aos 28, Tejera obrigava Clemer a difícil defesa.
Apenas aos 27 minutos o Inter chegou a ameaçar realmente o gol do Nacional. O volante Wellington Monteiro – de atuação discreta – aproveitou um rebote da defesa e mandou uma bomba de fora da área para defesa do goleiro uruguaio. E no melhor momento do Nacional do jogo que o Inter abriu o placar. Falta cobrada pela esquerda por Alex, a zaga rebateu nos pés do peruano Hidalgo que chutou cruzado, abrindo o placar, marcando seu primeiro gol pela camisa do Inter. Eram jogados 37 minutos.
A partir daí o Inter cresceu no jogo, aproveitando-se o momento de instabilidade do adversário e conseguindo, depois eu uma etapa muito corrida, garantir a vantagem momentânea.
A segunda etapa começou como a primeira: cerco do Nacional e estocadas coloradas em contra-ataques. Logo no primeiro minuto, os uruguaios entravam na área colorada a dribles. Edinho chegou de forma providencial. Aos 5 minutos, Vera conseguiu bom passe para Marques, já na área colorada. A conclusão passou por cima.
O Inter, mesmo pressionado, demonstrou experiência ao tocar a bola e começou a deixar os uruguaios irritados. Assim, desorientado, o Nacional acabou envolvido. Aos 16 minutos a melhor notícia da noite para os colorados. O zagueiro Rodrigues acabou expulso devido à repetidas faltas.
Aí Abel deu a resposta colocando em campo Fernandão, o Capitão das conquistas do Mundo e da América. Eram jogados 18 minutos da segunda etapa. O jogador se recuperara de uma cirurgia de hérnia, permanecendo parado por 30 dias, voltando aos gramados com a camisa 9 que consagrou e a tradicional faixa na cabeça.
Mas nem mesmo a presença do ídolo, nem a vantagem numérica fizeram com que o Inter deixasse de levar o gol. Lançamento às costas de Ediglê, falha de Clemer, adiantado, e Vera desviou para o fundo as redes.
Mas o pior ainda estava por vir. Minutos depois, Wellington Monteiro acabou expulso por falta por trás: acabara a vantagem numérica. Na cobrança, Delgado chutou rasante passando embaixo do corpo de Clemer. O Nacional virava o jogo justamente com apenas dez em campo.
A partir daí, o Inter foi ao ataque na tentativa de buscar ao menos o empate no Uruguai. Já os jogadores do Nacional valorizavam cada minuto impulsionados pela fanática torcida, que acordara definitivamente com a reação espetacular da equipe. Aos 42, quase Fernandão empatou ao receber o lançamento dentro da área. Vieira interceptou a tempo. Demonstrando muita raça o Nacional chegaria ao terceiro gol com Martinez, aos 46 minutos, depois de uma verdadeira blitz ao gol de Clemer.