Menu
Futebol

Ilsinho se despede e vê Shakhtar como vitrine

Arquivo Geral

03/08/2007 0h00

O lateral-direito Ilsinho compareceu ao CCT nesta sexta-feira para conceder sua última entrevista como jogador do São Paulo. O atleta de 21 anos agradeceu ao clube do Morumbi por ter lhe “aberto as portas” e reconheceu que o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, será uma vitrine para vôos mais altos na Europa.

“Foi uma oportunidade maravilhosa que apareceu e o que pesou bastante na minha decisão é o fato de eles terem disputado a Liga dos Campeões da Europa nos últimos três anos e estarem classificados para a Liga também nesta temporada. Então, acaba sendo uma boa vitrine para mim”, comentou.

Ilsinho assinou contrato de quatro anos com a equipe ucraniana, que conta com outros quatro brasileiros no elenco: Fernandinho, Brandão, Luiz Adriano e Jadson. “Já conversei um pouco com o Fernandinho e é ele que vai me apresentar a cidade e me ajudar na adaptação”, contou o lateral.

O atleta garantiu ainda que não teme o frio e nem ficar esquecido. “O Fernandinho disse que uma vez fez -30ºC lá, mas que deu para agüentar”, disse. “E não tenho medo de sumir porque o Elano não sumiu”, continuou, citando o ex-santista que defendia o Shakhtar, foi convocado para disputar a Copa América pela seleção brasileira e se transferiu para o Manchester City, da Inglaterra.

Sobre o Palmeiras, clube pelo qual foi revelado e que tenta barrar a negociação na Justiça alegando irregularidade na transferência para o São Paulo, Ilsinho procurou não polemizar. “É coisa do passado. Tive problemas com alguns diretores que nem sei se estão lá ainda, mas já passou”, minimizou.

“Meu pai se sentiu desrespeitado porque me chamaram de jogadorzinho e lavou as mãos, disse para eu decidir meu futuro. Quero deixar bem claro que o Palmeiras não maltratou ninguém. Foi um diretor infeliz que estava em uma tarde infeliz”, acrescentou.

Ilsinho finalizou garantindo que não tinha mais nenhum vínculo com o Palmeiras quando fechou contrato com o São Paulo – o clube do Parque Antártica se apóia na Lei Pelé para argumentar que, como entidade formadora do atleta, tinha direito a assinar o primeiro contrato profissional com o lateral, mas não teve essa opção.
< !--/hotwords -- >

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado