<p>Ainda que tenha sido o melhor jogador do Brasil em boa parte do jogo contra o Chile, Hulk foi grande candidato a vilão da eliminação da Seleção. Ele errou o passe que ofereceu ao adversário o empate por 1 a 1 e perdeu sua cobrança na disputa de pênaltis, mas recebeu o apoio dos companheiros e mostrou alívio pela classificação às quartas de final da Copa do Mundo.</p>
<p>“Nessas horas é que você vê a força do grupo. A gente erra, e eles apoiam. Falam: ‘Estamos juntos, qualquer um pode errar’. Mas o Júlio fez defesas maravilhosas”, comentou o atacante, em entrevista à <em>TV Globo</em>, depois de admitir a falha cometida no tento chileno. “Fui dar o passe para o Marcelo e acabei errando.”</p>
<p>O camisa 7 julga, no entanto, que não foi o único a errar no Mineirão. Ele acha que sofreu pênalti, em lance ainda no primeiro tempo, e não gostou de ver um gol seu anulado na segunda etapa. O árbitro Howard Webb invalidou a jogada apontando toque de mão.</p>
<p>“Teve o pênalti não marcado. E, no gol, foi nítido que dominei no peito”, afirmou Hulk, mudando ligeiramente, em seguida, a parte do corpo em que teria tocado a bola. “Dominei no ombro. Foi, claramente, gol. Achei que ele tinha dado impedimento, porque na mão não foi. Mas impedido eu também não estava”, lamentou.</p>
<p>Queixas à parte, o atacante comemorou bastante a classificação sofrida. “Jogão, né? Sabíamos da qualidade do Chile. Cada jogo é uma final, a gente vai se entregando, com cãibra, até o último instante. Sofrimento é isso aí”, concluiu.</p>