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Futebol

Hiddink revela ter recebido convite para assumir Chelsea

Arquivo Geral

27/09/2007 0h00

Não foi apenas Marco van Basten que entrou nos boatos da imprensa inglesa como substituto do português José Mourinho no Chelsea. Nesta quinta-feira, o holandês Guus Hiddink revelou ao jornal Daily Express que foi convidado pelo magnata russo Roman Abramovich para assumir o comando dos Blues, mas rejeitou a proposta.

Atualmente no comando da seleção da Rússia, Hiddink ainda alimenta chances matemáticas de classificar a equipe do Leste Europeu para a Eurocopa-2008. O time aparece na terceira colocação do grupo E com 18 pontos, a dois de distância da vice-líder Inglaterra e cinco atrás da Croácia, primeira da chave. Essa possibilidade motivou o treinador holandês a continuar no cargo.

“O Abramovich me perguntou o que eu queria”, contou Hiddink, em entrevista publicada nesta quinta. “Respondi que, no momento, não queria nada mais do que voltar minhas atenções na Rússia. Estou gostando de viver em Moscou e a população está gostando de mim, então preferi esperar e ver o que acontece”, completou.

Atualmente, o Chelsea vem sendo comandado pelo israelense Avram Grant de forma interina. Recentemente, publicações britânicas davam como certa a contratação do também holandês Marco van Basten e do alemão Jurgen Klismann. Inicialmente, nenhuma negociação avançou.

Com Hiddink pode ser diferente. Caso a Rússia não consiga se classificar para a Euro-2008, o treinador estaria livre para assinar um novo vínculo em novembro. Especula-se que Stamford Bridge seria o destino do técnico, já que parte de seu salário é bancado pelo próprio Abramovich. No entanto, o comandante garantiu empenho em seu cargo. “Começamos um projeto neste time e a federação quer que eu continue até dois anos depois da Euro”, minimizou.

Hiddink tem em seu currículo passagens por PSV e Real Madrid e também pela seleção da Holanda. Mas foi no comando da Coréia do Sul, em 2002, que o treinador chamou a atenção, classificando o país asiático para um surpreendente e inédito quarto lugar na Copa do Mundo daquele ano. Em 2006, ele levou a Austrália às oitavas-de-final, parando diante da Itália na prorrogação, em decisão polêmica da arbitragem.

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