O gramado do estádio Serejão, casa do Brasiliense, visivelmente desgastado, vai ganhar “cara nova”. O “tapete” de qualidade duvidosa está com os dias contados. Pelo menos por algum tempo.
Isso porque, entre hoje e amanhã, o gramado passará por manutenção que promete melhorar a qualidade do local, que, além de muitos tipos diferentes de grama, ainda sofre com uma praga, que mata a planta.
Responsável pela manutenção do gramado do estádio, Odair Cardoso explica o que será feito a partir de hoje.
“O corte já foi feito para adiantar os trabalhos. Agora, vamos adubar o gramado e colocar remédio para matar uma praga que come a raiz da grama deixando-a com esse aspecto amarelado”, detalha.
Para o meia Zé Roberto, um dos responsáveis por conduzir o Brasiliense ao ataque, o gramado é apenas um mero detalhe, algo que o Jacaré não precisa se preocupar nesse momento.
“Agora, a grama é um detalhe porque a gente já se acostumou a jogar aqui. Estamos com um propósito de fazermos um jogo no Abadião para ver como vai ser. Acho que temos que nos adaptar o mais rápido possível, independente do gramado, principalmente onde mandarmos os jogos”, diz.
Para o técnico Marcos Soares, independente do estádio, o mais importante para o Jacaré é ter um bom gramado para jogar.
“O fato de ter um campo bom já é um trunfo para o Brasiliense. Nossa equipe está conseguindo desempenhar um futebol muito intenso. Se o campo estiver rápido, que possibilite um rápido toque de bola, vai facilitar para nós”, declara.
Segundona beneficiada
Duas equipes candangas serão diretamente beneficiadas com o tratamento do gramado. Antes mesmo dos próprios donos da casa estrearem o “novo” campo.
Samambaia e Cruzeiro se enfrentam no estádio no próximo sábado, pela primeira rodada da Série B do campeonato local.
Abadião pode ser outra opção
O amistoso do próximo sábado, diante do Luziânia, mais do que uma oportunidade para os técnicos Marcos Soares e Ricardo Antônio testarem novas formações, pode significar ao Jacaré uma mudança de ares.
Isso porque há a possibilidade do time de Taguatinga mandar partidas da Série D no Abadião (foto), em Ceilândia. O jogo contra o azulino é encarado como um teste para o estádio ceilandense.
O técnico Marcos Soares vê com bons olhos a possibilidade de ter sua equipe jogando em outro estádio. “Tive a oportunidade de conversar com o presidente sobre uma outra hipótese de campo. Vamos lá ver como está. O Abadião sempre teve um gramado muito bom”, elogia o treinador.
Fator torcida
Se o Abadião não é tão espaçoso quanto o Serejão, o fato de ter a arquibancada mais próxima do campo pode até significar uma ajuda ao time amarelo.
“As dimensões do Abadião não são tão diferentes, é apenas um pouco menor que o Serejão. O estádio também é um pouco acanhado. Se o mesmo número de torcedores que vai aos jogos no Serejão for ao Abadião, podem fazer uma pressão um pouco maior”, diz Soares.