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Futebol

Galo transforma Mineirão em vitrine para empresários

Arquivo Geral

05/07/2007 0h00

O horário incomum, a boa presença de público e o empate em 1 a 1 com o Flamengo não foram as únicas ‘novidades’ na última quarta-feira em Belo Horizonte. Nas cadeiras do Mineirão, uma turma engravatada poderia passar tranquilamente por torcedores que saíram do serviço mais cedo, não fosse o idioma no qual conversavam. Eram agentes ligados a clubes europeus, levados ao estádio pelo procurador do meia Marcinho, Daniel Pereira, para verem algumas revelações alvinegras.

Pego de surpresa com a presença do empresário, o presidente do Atlético-MG, Ziza Valadares, voltou a desmentir que exista propostas oficiais pelos seus jogadores. “Eu conversei com o Daniel ontem (terça). Nem sei se o Daniel está aqui. Confesso que vários jogadores foram sondados. Do Marcinho não tem nem sondagem. Tranqüilizo a torcida atleticana. Só tive uma proposta oficial, que foi a do Diego, apresentada pela Lazio. Eu não aceitei”, ressaltou.

Marcinho renovou na surdina seu contrato com o Galo até o final do ano. O clube temia que uma proposta do Velho Continente tiraria um de seus melhores jogadores em julho. Caso o jogador deixe Vespasiano, o Atlético terá que ser indenizado. Os valores do novo acordo não foram revelados.

A proposta da Lazio por Diego, de 3 milhões de euros, foi considerada abaixo da média. O Galo pretendia valorizar o jogador com a disputa da Copa América, mas o goleiro acabou cortado da relação de inscritos do técnico Dunga. Ziza reitera que quer segurar o plantel até o término do Brasileirão.

“Estamos com dificuldades financeiras, isso não é segredo para ninguém. Vou atrasar alguns dias o pagamento de junho. Mas a solução não é vender jogadores. O campeonato é longo e pede uma base, um entrosamento. Todos aqui dentro têm essa consciência, de buscar o que é melhor para o Atlético”, completou o mandatário alvinegro.

Polêmica 

O horário foi taxado de esdrúxulo até pela diretoria atleticana, que previa um prejuízo, mas os três mil torcedores que ficaram do lado de fora do Mineirão provaram que a empolgação com o time é grande. Houve muito tumulto na parte externa do estádio. Na hora d intervalo, ainda tinha alvinegros na fila para compra de ingressos.

Questionado sobre o assunto, Ziza não poupou criticas. “Eu acho um absurdo que se coloque um questionamento desses para a diretoria. Nós estamos colocando ingressos à venda desde dezembro, no pacote para o Brasileirão. Para esse jogo estava à venda desde quarta passada. Nós estamos prevenindo esse tipo de coisa. Não é um problema do Atlético. É de quem não quer se deslocar e comprar ingresso antecipado”, ressaltou.

A briga era por entradas para os setores 9 e 12, tradicionalmente onde ficam as principais facções organizadas do Galo. Sem como entrar nesses portões, recusaram-se a adquirir outros setores. “A torcida chega aqui e quer comprar o setor 9 e o setor 12. Esse, quem gosta de assistir o jogo, compra primeiro e vem com preferência, porque comprou anteriormente”, concluiu Ziza.

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