Quem chegou ontem pela manhã ao estádio Mané Garrincha se surpreendeu com o baixo número de pessoas no local. Mas o desaparecimento, ao menos dos franceses, teve motivo: eles se reuniram para chegar juntos à partida. Assim, por volta das 11h, um mar azul se formou em direção ao estádio, com rostos pintados e fantasias.
Entre os enfeitados estava Vicente Plunian, que se vestia como Napoleão Bonaparte. Ele explicou que o motivo da roupa era pelo fato de o líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa ser um conquistador. “Diferentemente do Imperador na batalha de Waterloo, os franceses conquistarão o mundo na Copa”.
Para ele, porém, a Nigéria não seria um adversário fácil. “Será um jogo muito duro, mas acredito que Benzema fará um gol no último minuto”, apostou, sem sucesso. Os gols da vitória por 2 x 0 foram marcados por Pogba e Yobo, contra.
Não eram só os franceses que apoiavam os Bleus. Vestido de Chef, Rogério Cabrera, de 46 anos, veio de São Paulo com o filho Matheus, de 18, e com Camila Melo, de 30. Eles queriam muito acompanhar um jogo da Copa e a oportunidade de comprar o ingresso apareceu no último dia. “Apareceu o jogo em Brasília e decidimos vir. Só tivemos trabalho com as passagens, mas foi tranquilo”, explicou Rogério. “Fomos a Paris uma vez. Nos identificamos e decidimos torcer para a França”, disse Camila.