Até o momento, foram quatro jogos, com duas vitórias e duas derrotas. Hoje, no Mané Garrincha, a França terá a chance de reverter o placar incômodo diante de seleções africanas, quando enfrentará uma motivada Nigéria.
Além de passar à frente nos confrontos diretos quando o adversário vem da África, o jogo de hoje, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2014, também marcará a chance dos Bleus de esquecer o fracasso retumbante na edição anterior do Mundial.
Na África do Sul, problemas de relacionamento entre jogadores e comissão técnica destroçaram as chances da França de ir bem no torneio, ficando apenas com a vexatória 29ª posição.
“Queremos ir o mais longe possível nesse Mundial para orgulharmos nossos torcedores, que sempre nos apoiaram, mesmo em épocas de altos e baixos”, declara o goleiro Hugo Lloris.
Nigerianos motivados
Do outro lado, a Nigéria garante que os problemas financeiros, relacionados à premiação prometida aos atletas por conta da classificação para as oitavas de final já foram superados.
Um dos destaques da equipe, o meia John Obi Mikel tratou de pôr panos quentes na polêmica da premiação, que tanto aflingiu todoas as seleções africanas nesta Copa.
“Posso dizer que não foi nada tão grande quanto foi noticiado. Houve algumas pequenas discussões aqui e ali, coisas que acontecem em qualquer lugar e que já foram resolvidas”, apontou.
Umidade não é problema
O horário da partida, 13h, numa época em que a umidade relativa do ar em Brasília dificilmente supera os 30% já foi alvo de reclamações.
No entanto, para jogadores e técnicos de França e Nigéria optaram por não colocar a temperatura como uma grande preocupação para o jogo que definirá o adversário de Alemanha ou Argélia nas quartas de final.
“Fizemos treinamentos e alimentação de forma a nos adaptarmos ao horário. Mas vamos focar no jogo e não vamos nos apegar a pequenos detalhes”, disse o goleiro e capitão da França, Hugo Lloris.
“Se vai estar quente para França, vai estar quente para nós também. Temos que administrar isso e fazer nosso jogo, independente das condições”, afirmou John Obi Mikel, volante nigeriano.
“Eu gostaria de poder fazer algo sobre o tempo, mas não posso. Também não posso culpar a Deus, então deixemos o tempo de lado”, diverte-se o técnico Stephen Keshi, da Nigéria.