A diretoria do Fluminense tem evitado gravar entrevistas criticando o São Paulo, mas a relação entre os dois clubes, antes tão positiva, ficou estremecida nesta semana devido ao interesse do clube paulista em contratar para a próxima temporada o meia Thiago Neves, que vem negociando com o Tricolor carioca a renovação de seu atual contrato.
Fontes ligadas à diretoria do Fluminense dão conta de que o coordenador do departamento de futebol do clube, Branco, é o mais irritado. Quem também entrou nesta polêmica foi um dos empresários do jogador, Léo Rabello, que em entrevista a jornais cariocas neste sábado cobrou uma postura firme do Clube dos 13 contra o assédio do São Paulo, que teria oferecido R$ 80 mil de salário ao jogador, curiosamente, R$ 20 mil a menos que o valor oferecido pelo Fluminense.
“Os dirigentes deveriam proibir esse comportamento. Isso não deveria acontecer. Foi, no mínimo, falta de ética”, disse Léo, se referindo a postura da diretoria do São Paulo. Na sexta-feira, o técnico Muricy Ramalho e o assessor da presidência do time paulista, Marco Aurélio Cunha, confirmaram que o clube paulista está de olho em Thiago Neves para a próxima temporada, porém negaram assédio.