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Futebol

Figueira quer pôr fim à má fase diante do lanterna América

Arquivo Geral

29/08/2007 0h00

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A atual fase do Figueirense tem gerado um sentimento a todos no clube: incômodo. Do presidente ao jogador reserva, é clara essa percepção nas declarações. A proximidade da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro e a possibilidade de repetir a pior marca da história do alvinegro na Série A são os fatores que fazem com que o Figueira veja a partida desta quarta-feira, às 20h30, contra o lanterna América-RN, no Orlando Scarpelli, como a grande chance de melhorar o cenário.

Neste momento, os catarinenses estão em 15º lugar no Nacional, com 25 pontos, e um revés em casa diante do último colocado pode empurrar o time para a faixa de risco, além de instaurar uma crise no elenco. Isso porque o Atlético-PR, melhor colocado na área de descenso, tem 23 pontos e ultrapassa o representante de Santa Catarina na primeira divisão se bater o Santos na Vila Belmiro.

A situação atual do Figueirense era inimaginável no início do Brasileirão. Vice-campeão da Copa do Brasil, a equipe do técnico Mario Sergio figurava como bom candidato a uma das vagas em torneios continentais quando passou a dar prioridade ao Campeonato Brasileiro. O Figueira chegou a ter bons momentos na competição, como a goleada por 4 x 0 aplicada no Flamengo, a vitória por 2 x 1 sobre o Paraná em Curitiba e o triunfo por 1 x 0 sobre o Grêmio.

O resultado contra os gaúchos, no entanto, marcou a última vez em que o alvinegro saiu de campo com três pontos. Desde então, foram duas derrotas e três empates pelo Nacional e outros dois empates com o São Paulo pela Copa Sul-americana, que significaram a eliminação dos catarinenses.

Se não conseguir bater o lanterna nesta quarta-feira, o elenco do Figueirense somará a maior série negativa desde que a equipe subiu para a Série A, em 2001 – há três anos, o clube ficou oito jogos sem vencer.

Para não aumentar a pressão, Mário Sérgio contará com o retorno dos dois laterais, que cumpriram a suspensão pelo terceiro cartão amarelo na derrota para o Palmeiras, no último domingo. Na esquerda, André Santos retorna e o zagueiro Edson volta à sua posição original. Na direita, Ruy pode tanto substituir César Prates quanto ser deslocado para o meio, entrando no lugar de Fernandes.

O meia Cleiton Xavier e o volante Diogo, liberados nesta semana pelo departamento médico, continuam de fora por ainda estarem em fase de recondicionamento físico.

No América, o embate com o Figueirense é a primeira partida depois da reformulação que a diretoria implantou. Depois de uma série de dispensas durante o Nacional, a goleada por 4 x 1 aplicada pelo Santos no domingo, em Natal, fizeram com que Marcelo Veiga entregasse o cargo. Robson Lopes, Beá e Arlon tivessem os seus contratos rescindidos.

Os ares, contudo, não são tão bons quanto o Mecão gostaria. O novo comandante Paulo Moroni, apenas assistirá a partida, enquanto o time será comandando interinamente por Carlos Moura Dourado. Para completar, a lista de desfalques conta com sete jogadores: Souza, Adriano Peixe e Marquinhos estão contundidos, Paulo Isidoro e Reinaldo estão suspensos e Adalberto e Joelan ainda não tiveram suas documentações regularizadas para estrear.

Com isso, a alternativa foi chamar jogador dos juniores, todos com menos de 20 anos. Um deles, o atacante Wendes, de 18 anos, deve começar como titular. Presente na zona de rebaixamento há 18 rodadas, o time de Natal convive com a última colocação há seis jogos e não sabe o que é vencer há oito. Como resultado, apenas dez pontos conquistados em 22 partidas.

FICHA TÉCNICA
FIGUEIRENSE X AMÉRICA-RN

Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 29 de agosto de 2007, quarta-feira
Horário: 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Marco Antônio Gomes (Fifa-MG) e Márcio Eustáquio Santiago (MG)

FIGUEIRENESE: Wilson; Edson, Felipe Santana e Chicão; César Prates (Ruy), Carlinhos, Fernandes (Ruy), Asprilla e André Santos; Jean Carlos e Otacílio Neto
Técnico: Mário Sérgio

AMÉRICA-RN: Gléguer; Ney Santos, Robson, Cris e Berg; Luís Maranhão, Reinaldo, Adãozinho e Leandro Sena; Wendes e Wesley Brasília
Técnico: Carlos Moura Dourado (interino)

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