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Futebol

Equilíbrio marca os confrontos de Brasil e Holanda em Copas do Mundo

Arquivo Geral

11/07/2014 20h46

Se o histórico for o único quesito levado em consideração para apontar um favorito, vai ficar difícil escolher um dos times no duelo pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2014. Isso porque a Seleção Brasileira e a Holanda, que se enfrentam neste sábado, às 17h(de Brasília), no Estádio Nacional, em Brasília (DF), estão acostumados a se revezarem no posto de vitorioso quando se encontram. O equilíbrio e a principal tônica deste confronto.

A história de ambos, apesar de terem acontecido apenas 11 confrontos, registra duelos muito importantes. Só por Copas do Mundo o encontro já aconteceu quatro vezes e cada um comemorou em duas ocasiões. Na primeira delas, em 1974, deu Holanda.

Liderada por Johan Cruyff, maior jogador da história do futebol holandês, a Laranja Mecânica encantou o mundo com o famoso Carrossel. Para ser um dos finalistas, a Holanda precisou cruzar o caminho da Seleção Brasileira e deu um show de bola, vencendo por 2 a 0. Johan Neeskens e Cruyff marcaram os gols e o duelo ficou marcado pelo fato de o então técnico do escrete canarinho, Zagallo, antes do encontro, ter dado declarações que pareciam menosprezar a Laranja. Pagou caro. Porém, mais caro ainda pagou o futebol, que na final viu aquele encantador estilo de jogo ser superado pela Alemanha.

FICHA TÉCNICA

HOLANDA 2 X 0 BRASIL

Local: Westfallenstadion, em Dortmund (Alemanha) 

Data: 3 de julho de 1974

Árbitro: Kurt Tschencher (Alemanha) 

Assistentes: Robert Davidson (Escócia) e Govinahsamy Suppiah (Cingapura) 

Cartões amarelos: Rep (Holanda) e Luís Pereira, Zé Maria e Marinho Peres (Brasil) 

Cartões vermelhos: Luís Pereira (Brasil) 

Gols: 

HOLANDA: Johan Neeskens aos 5 e Johan Cruyff aos 29 minutos do 2º Tempo

HOLANDA: Jan Jongbloed, Wim Suurbier, Arie Hann, Wim Rijsbergen e Ruud Krol; Wim Jansen, Johan Neeskens (Rinus Israel) e Wim Van Hanegem; Johnny Rep, Rob Rensenbrink (Theo De Jong) e Johan Cruyff

Técnico: Rinus Michels

BRASIL: Leão, Zé Maria, Luís Pereira, Marinho Peres e Marinho Chagas; Paulo César Carpegiani, Rivellino e Paulo César Caju (Mirandinha); Valdomiro, Jairzinho e Dirceu

Técnico: Zagallo

O reencontro entre os dois times aconteceu nas quartas de final da edição de 1994, nos Estados Unidos, em um dos melhores segundos tempos da história do futebol. Após um empate sem gols na primeira etapa as equipes voltaram empolgadas do intervalo. Romário, com raro oportunismo, e Bebeto, driblando o goleiro Ed De Goeij e fazendo a famosa comemoração “Embala Neném”, colocaram o Brasil em boa vantagem. Porém, um minuto depois Bergkamp descontou. A Seleção Brasileira passou a ser pressionada e Winter empatou aos 31, dando sinais de que o confronto poderia ir para uma prorrogação.

A partida retomou o equilíbrio até que Branco apareceu para decidir aos 36 minutos. O lateral avançou pelo meio e “cavou” uma falta. O próprio lateral bateu com violência, Romário ainda afastou o corpo para evitar mudar a trajetória da bola, que entrou no canto esquerdo de Ed De Goeij. O Brasil seguia para conquistar o tetracampeonato na decisão com a Itália.

FICHA TÉCNICA 

HOLANDA 2 X 3 BRASIL

Local: Estádio Cotton Bowl, em Dallas (Estados Unidos) 

Data: 9 de julho de 1994

Árbitro: Rodrigo Badilla Sequeira (Costa Rica) 

Assistentes: Yousif Abdula Al Ghattan (Bahrein) e Davoud Fanaei (Irlanda do Norte) 

Cartões amarelos: Aaron Winter e Jan Wouters (Holanda) e Dunga (Brasil) 

GOLS:

HOLANDA: Denis Bergkamp aos 19 e Aaron Winter aos 31 minutos do 2º Tempo

BRASIL: Romário aos 8, Bebeto aos 18 e Branco aos 36 minutos do 2º Tempo

HOLANDA: Ed De Goeij, Ronald Koeman, Stan Valckx e Jan Wouters; Aaron Winter (Ronald de Boer), Wim Jonk, Rob Witschge e Marc Overmars; Denis Bergkamp e Peter Van Vossen (Brian Roy)

Técnico: Dick Advocaat

BRASIL: Taffarel, Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco (Cafu); Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Raí); Bebeto e Romário

Técnico: Carlos Alberto Parreira

Quatro anos depois, nas semifinais de 1998, na França, brasileiros e holandeses voltaram a se encontrar. Novamente o segundo tempo foi reservado aos gols. No primeiro minuto, Ronaldo balançou as redes rivais. Porém, a Seleção Brasileira cansou de perder chances de ampliar e foi castigada aos 42, quando Kluiver decretou a igualdade.

O confronto então foi para a prorrogação, com os dois times buscando o gol, mas sem sucesso. Então os pênaltis se tornaram uma maneira mais justa de decidir a sorte. Melhor para Taffarel, que em tarde inspirada, ajudou a colocar o Brasil em uma final. Porém, na luta pelo título os franceses superaram por 3 a 0 os abalados canarinhos, que sentiam a convulsão que abalou Ronaldo horas antes da partida.

FICHA TÉCNICA 

BRASIL 1 (4) X (2) 1 HOLANDA

Local: Estádio Vélodrome, em Marselha (França) 

Data: 7 de julho de 1998

Árbitro: Ali Mohamad Bujsaim (Emirados Árabes Unidos) 

Assistentes: Hussein Ghandanfari (Kuwait) e Ahmed Mohamad Al Musawi (Omã) 

Cartões amarelos: César Sampaio e Zé Carlos (Brasil) e Reiziger, Davids, Seedorf e Van Hooijdonk (Holanda)

Gols: 

BRASIL: Ronaldo a 1 minuto do 2º Tempo

HOLANDA: Patrick Kluivert aos 42 minutos do 2º Tempo

DECISÃO POR PÊNALTIS: Ronaldo, Rivaldo, Emerson e Dunga (Brasil) e Frank De Boer e Denis Bergkamp (Holanda)

BRASIL: Taffarel, Zé Carlos, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Leonardo (Emerson) e Rivaldo; Ronaldo e Bebeto (Denílson)

TÉCNICO: Zagallo

HOLANDA: Edwin van der Sar, Michael Reiziger (Aaron Winter), Jaap Stam e Frank De Boer; Ronald de Boer, Wim Jonk (Clarence Seedorf), Edgar Davids, Phillip Cocu e Denis Bergkamp; Boudewijn Zenden (Pierre Van Hooijdonk) e Patrick Kluivert

TÉCNICO: Guus Hiddink

O último encontro em Copas do Mundo foi há quatro anos, na África do Sul e pelas quartas de final. O Brasil dominou o primeiro tempo e foi para o intervalo ganhando por 1 a 0, com um gol de Robinho. Porém, a segunda etapa marcou um verdadeiro apagão brasileiro. Logo aos oito minutos, após cruzamento na área, o goleiro Julio Cesar promover um espetáculo patético ao falhar e permitir o gol contra de Felipe Melo.

A igualdade fez mal ao Brasil, que passou a ser dominado e levou o segundo gol, marcado por Sneijder, após cobrança de escanteio e linha de passes na defesa brasileira, que assistia de forma apática a tudo. Para completar, Felipe Melo foi expulso, acabando com as chances de reação do time do técnico Dunga. Na decisão os holandeses ficaram com o vice, perdendo por 1 a 0 para a Espanha.

FICHA TÉCNICA

HOLANDA 2 X 1 BRASIL

Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth (África do Sul)

Data: 2 de julho de 2010

Árbitro: Yuichi Nishimura (Japão)

Assistentes: Toru Sagara (Japão) e Hae Sang Jeong (Coreia do Sul)

Cartões amarelos: Heitinga, Van der Wiel, De Jong e Ooijer (Holanda) e Michel Bastos (Brasil)

Cartão vermelho: Felipe Melo (Brasil)

Gols:

HOLANDA: Felipe Melo (contra) aos 8 e Sneijder aos 22 minutos do 2º Tempo

BRASIL: Robinho aos 9 minutos do 1º Tempo

HOLANDA: Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong e Sneijder; Robben, Van Persie (Huntelaar) e Kuyt

Técnico: Bert Van Marwijk

BRASIL: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves e Kaká; Robinho e Luís Fabiano (Nilmar)

Técnico: Dunga

O último duelo entre os times aconteceu em 4 de junho de 2011, em um amistoso em Goiânia (GO). Com alguns jogadores que estarão em campo neste sábado, os dois times apresentaram um jogo morno e não balançaram as redes. O empate sem gols foi justo.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0 X 0 HOLANDA

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)

Data: 4 de junho de 2011

Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)

Assistentes: Rodney Aquino (Paraguai) e Cesar Franco (Paraguai)

Renda: R$ 3.120.625,00

Público: 31.019 pagantes

Cartões amarelos: Ramires, Daniel Alves, Lucas, Lúcio e Neymar (Brasil) e Van der Wiel e Heitinga (Holanda) 

Cartão vermelho: Ramires (Brasil)

BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos (Adriano); Lucas Leiva (Sandro), Ramires e Elano (Lucas); Neymar, Fred (Leandro Damião) e Robinho (Elias) 

Técnico: Mano Menezes

HOLANDA: Krul, Van der Wiel (Boulahrouz), Mathijsen, Heitinga e Pieters; De Jong (Maduro), Strootman (Schaars) e Affelay; Robben, Van Persie (Huntelaar) e Kuyt (Elias)

Técnico: Bert van Marwjik

O equilíbrio do duelo não é marcado apenas por números. No geral também não existem vantagens. Foram 11 jogos, com três triunfos de cada lado e cinco empates. Cada time anotou 15 gols. Abaixo a relação de todos os encontros entre Brasil e Holanda:

2/5/1963 – Amsterdã (Holanda) – Holanda 1 x 0 Brasil – Amistoso

3/7/1974 – Dortmund (Alemanha) – Holanda 2 x 0 Brasil – Copa do Mundo

20/12/1989 – Roterdão (Holanda) – Holanda 0 x 1 Brasil – Amistoso

9/7/1994 – Dallas (Estados Unidos) – Holanda 2 x 3 Brasil – Copa do Mundo

31/8/1996 – Amsterdã (Holanda) – Holanda 2 x 2 Brasil – Amistoso

7/6/1998 – Marselha (França) – Brasil 1 (4) x 1 (2) – Copa do Mundo

5/6/1999 – Salvador (Brasil) – Brasil 2 x 2 Holanda – Amistoso

8/6/1999 – Goiânia (Brasil) – Brasil 3 x 1 Holanda – Amistoso

9/10/1999 – Amsterdão (Holanda) – Holanda 2 x 2 Brasil – Amistoso

2/7/2010 – Port Elizabeth (África do Sul) – Holanda 2 x 1 Brasil – Copa do Mundo

4/6/2011 – Goiânia (Brasil) – Brasil 0 x 0 Holanda – Amistoso

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