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Futebol

Equatorianos percorrem 7.300 km para acompanhar sua seleção na capital federal

Arquivo Geral

14/06/2014 10h05

Até onde vai o amor pela seleção de seu país? Bom, para Ernesto Veintimilla e Andres Verdezoto, é deixar trabalho e família para trás, montados em suas bicicletas, e acompanhar o Equador esteja onde estiver.  

Oriundos da cidade de Loja, distante cerca de 300km da capital Quito, os ciclistas encabeçam o projeto chamado Cicloviajeros: Loja en Bici al Mundial, que consiste em promover o uso da bicicleta como meio de transporte sustentável, provando ser possível alcançar longas distâncias, até mesmo entre diferentes países pedalando sobre duas rodas. 

A história dos amigos equatorianos teve início há exatos 79 dias, quando partiram em busca do sonho de assistirem ao jogo entre Suíça x Equador em Brasília, a 7.300 km de distância de sua cidade. 

Os dois ainda pretendem acompanhar a equipe no Rio de Janeiro, na partida entre França x Equador. 

Andres explica que, além de chegar ao Mundial, a aventura pela América do Sul tem também outros propósitos. “Outro grande sonho era percorrer a América do Sul de bicicleta. O cicloturismo nos proporciona uma proximidade muito maior com as pessoas e a cultura dos países do que seria se estivéssemos de carro ou moto”, diz. 

Sem lugar para dormir

Um pequeno erro de cálculos impediu a dupla de se hospedar na embaixada equatoriana. Eles deveriam ter chegado ao local às 18h de ontem, mas chegaram apenas uma hora depois, quando não havia mais ninguém no local. “Estamos sem lugar para dormir, mas estou muito feliz que chegamos em Brasília. Para mim, está tudo ótimo”, brinca Ernesto.

Filosofia de vida pela América

Sem hospedagem garantida por onde passaram, os dois aventureiros precisam muitas vezes de favores das pessoas para se manterem. E é aí que os equatorianos conseguem conhecer melhor a realidade de cada lugar.

“Essa proximidade é legal porque às vezes a gente precisa pedir um lugar para ficar ou até mesmo um copo de água. Chegamos a dormir em montanhas, com pessoas desconhecidas. É nesses casos que a gente percebe que as pessoas que não têm tanto é que são mais receptivas do que aquelas que têm mais dinheiro”, filosofa Andres. 

Constatação

 

Para o equatoriano, a viagem é uma prova de que dinheiro não compra felicidade. “Também percebe-se que pessoas que não dispõem de tantos recursos são, às vezes, muito mais felizes do que quem tem mais dinheiro e mais possibilidades na vida. Esses são os contrastes da América do Sul”, completa Ernesto.

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