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Futebol

Empresário de Ilsinho diz que problema do Palmeiras é com o São Paulo

Arquivo Geral

01/08/2007 0h00

Empresário do lateral Ilsinho, Wagner Ribeiro mostrou-se tranqüilo com relação ao futuro do seu cliente. Em entrevista à Rádio Jovem Pan nesta quarta-feira, o agente afirmou que a decisão do Palmeiras de entrar na Justiça alegando irregularidade na saída do jogador para o São Paulo diz respeito apenas ao clube do Morumbi.

“O problema do Palmeiras é com o São Paulo. O Ilsinho é um bom menino e agiu da maneira correta. Antes de assinar com o São Paulo, ficamos três meses conversando com o Palmeiras, mas não houve acerto”, comentou o empresário.

Os diretores palmeirenses alegam que o rival não cumpriu o artigo 29 da Lei Pelé, segundo o qual “a entidade de prática desportiva formadora do atleta tem o direito de assinar com este o primeiro contrato de profissional, além da preferência na renovação do contrato ao término do vínculo”.

Segundo o vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo, o Palmeiras não foi informado da proposta são-paulina ao atleta e, portanto, não teve direito de fazer uma contraproposta. E, caso o lateral não quisesse continuar no Parque Antártica, teria de arcar com uma indenização.

Ribeiro não quis falar sobre quem tem razão no caso, mas reiterou que a briga envolve apenas os clubes. “O Ilsinho viaja no fim de semana e se apresenta para jogar no Shakhtar Donetsk na próxima quarta-feira”, garantiu.

O lateral foi negociado na semana passada com o clube ucraniano por cerca de 11 milhões de euros. Por determinação da Fifa, o Palmeiras, como clube formador, tem direito a 5% do valor da transferência. Com a ação na Justiça, porém, os palmeirenses esperam barrar a transferência ou receber um valor maior.

Por fim, o empresário afirmou que Ilsinho dificilmente assinaria contrato com o Palmeiras mesmo que o clube cobrisse a proposta salarial do São Paulo. “Quando ele saiu de lá, a prioridade era ir para o Villareal (espanha). O São Paulo veio depois, e o Ilsinho não quis ficar no Palmeiras porque se sentiu desprestigiado”, contou.

“A diretoria da época fez o máximo para ele ficar, mas o treinador (Emerson Leão) não olhava para o Ilsinho. O jogador sentia que faltava oportunidade para ele mostrar futebol. Só nos últimos 40 dias ele passou a ser aproveitado”, completou.

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