O alívio do técnico Luiz Felipe Scolari com a classificação do Brasil depois da vitória por 4 x 1 sobre Camarões, em Brasília, foi transformado em preocupação minutos depois, quando o comandante desceu para a entrevista coletiva. Ter o Chile pela frente nas oitavas de final fez o gaúcho mudar o tom.
Mas, afinal, qual o real perigo que o “eterno freguês” da seleção pentacampeã do mundo representa? Para Felipão, o Brasil deve ser cauteloso “por eles serem sul-americanos. Catimba, qualidade, tudo isso o Chile tem”.
O técnico lembrou os dois amistosos disputados em 2013 – com uma vitória por 2 x 1, com as seleções completas, e um empate por 2 x 2, em duelo que teve apenas atletas que atuam na América do Sul.
“Via nossas dificuldades e as qualidades deles. Vamos observar os jogos anteriores, e vamos tentar ganhar deles no sábado”, lembrou o treinador.
A defesa
O Chile não conta com jogadores tão famosos no setor, mas apresenta bons números, principalmente na recuperação da bola e na porcentagem de desarmes, com 88% de aproveitamento.
O zagueiro Gonzalo Jara atua pelo Nottingham Forest, da 2ª Divisão inglesa e vai enfrentar o colega Gary Medel, rebaixado com o Cardiff, na próxima temporada . Além da dupla, o volante Silva, recuado para a primeira linha da defesa, veste as cores do modesto Osasuna-ESP.
Claudio Bravo, da Real Sociedad-ESP, é um dos melhores goleiros deste Mundial e pode evitar novas goleadas sofridas para o Brasil, como ocorreu nas edições de 1962, 1998 e 2010.
