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Futebol

Em duelo de técnicos estreantes, Ponte Preta bate Marília

Arquivo Geral

25/09/2007 0h00


Em um jogo que marcou a estréia dos técnicos tanto da Ponte Preta quanto do Marília, a Macaca não soube aproveitar o fato de Paulo Comelli conhecer bem o time do MAC. Pelo contrário, foi Jorge Rauli quem surpreendeu seu antecessor e venceu a partida em pleno Moisés Lucarelli por 2 x 1, impondo o primeiro revés ao esquadrão campineiro em sua casa nesta Série B do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o MAC chegou aos 40 pontos, saiu de uma série de três derrotas seguidas e ficou a apenas um do G-4, grupo dos times que garantem o acesso à primeira divisão. A Ponte, que poderia igualar a pontuação do Criciúma, quarto colocado, desperdiçou a chance e se manteve nos 38.

O jogo: Aproveitando-se do fator casa, a Ponte começou melhor na partida. Empurrados pela sua torcida, os jogadores da Macaca iniciaram a partida atacando. Aos seis minutos, Alex Terra bateu de dentro da área e o goleiro Vizzoto – que substituiu o suspenso Júlio César – bateu roupa, mas conseguiu fazer a defesa.

O Marília aos poucos foi se soltando e respondeu aos 13. Fábio Recife cobrou falta com chute forte no chão e Dênis fez a defesa em dois tempos, com a bola quase escapando de seus dedos.


Aos 17, a torcida da Ponte comemorou, mas não pôde soltar o grito de gol entalado na garganta. André cruzou para Léo Mineiro, que foi às redes de cabeça. O camisa nove da Macaca, porém, estava impedido quando finalizou e o placar seguiu inalterado.

Com o jogo mais aberto, o MAC tornou a responder. O ala Vicente entrou na área campineira pelo lado esquerdo, driblou o zagueiro Alexandre Black e bateu. Dênis fez boa defesa, aos 20. A esquerda da defesa da Macaca, no entanto, ainda pregaria uma peça na torcida.

Quando o primeiro tempo da partida já caminhava para um 0 x 0 com poucas chances de gol ao seu final, uma “blitz” do Marília calou os pontepretanos presentes no Majestoso. Aos 35 minutos, Wellington Amorim não desistiu de jogada, ganhou do zagueiro João Paulo e bateu para o gol, rente à trave. Dênis aceitou e o MAC comemorou: 1 x 0 para os visitantes.

Antes de a Ponte recuperar-se do baque sofrido em sua própria casa, o Marília deixou a torcida campineira ainda mais insatisfeita. Apenas um minuto e meio depois de abrir o placar, Fabiano Gadelha acertou um chute no ângulo de Dênis e ampliou para o time visitante.

A Ponte sentiu o golpe e o Marília só não fez o terceiro ainda antes dos 40, porque Vicente errou a pontaria e chutou para fora a última chance de gol do primeiro tempo.

Na etapa final, o esperado aconteceu. Perdendo o jogo por dois gols, a Ponte Preta foi só ataque, o que deixou espaços para o Marília, que tentou aproveitar logo a um minuto, com Wellington Amorim, que foi lançado na área, mas bateu para fora – desequilibrado – na saída do goleiro Dênis.

A Ponte Preta respondeu em uma boa trama de seu ataque. Ricardo Conceição levantou na área, Alê ajeitou de cabeça para Léo Mineiro, mas o camisa nove não conseguiu chegar na bola.

Se em uma boa jogada a Ponte ficou no “quase”, a equipe não desperdiçou a segunda oportunidade que teve. André fez grande lance na esquerda e tocou para Léo Mineiro dentro da área. Ele girou e bateu, a bola acertou a trave, voltou nos pés do artilheiro Alex Terra e ele só teve o trabalho de tocar para as redes, aos 16 minutos.

O gol incendiou o time campineiro e também a torcida, retraindo o Marília totalmente em seu campo de defesa, panorama visto até o fim do jogo. Com isso, a Ponte Preta foi só ataque e tentava de todas as maneiras fazer o gol de empate.

E quase conseguiu aos 23, mas o pé salvador de Deda e o árbitro da partida, que viu falta no lance, muito contestada pela Macaca, impediram que o alvinegro empatasse. Em cruzamento na área, a bola sobrou para Michel Simplício após bate-rebate, mas o camisa cinco do MAC tirou já dentro da pequena área.

A torcida pontepretana quase comemorou no final da partida. Aos 42 minutos, a bola sobrou para Michel Simplício. Ele dominou e chutou, mas a bola passou ao lado do gol de Vizzoto, quase sendo alcançada por Alex Terra.

Com isso, mesmo tentando o ataque a todo custo – e até de forma atabalhoada, sem muita organização – a Ponte não conseguiu empatar a partida. Agora, o Marília enfrenta o São Caetano, fora de casa, na próxima terça-feira. Já os campineiros recebem o Vitória no Majestoso na mesma data.

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