Renato Gaúcho está longe de agradar a todos em sua quinta passagem pelo Fluminense. Desde que começou a ser cogitada sua contratação no ano passado, o presidente Peter Siemsen e membros da diretoria tricolor mostraram desagrado. Mas a vontade do presidente da patrocinadora, Celso Barros, mais uma vez prevaleceu e Renato assinou por um ano. A eliminação nas semifinais do Campeonato Carioca, porém, pode mudar o planejamento do clube e a pressão sobre o treinador é intensa.
Apesar dos debates internos sobre o que fazer para o Campeonato Brasileiro, mandar Renato embora é saída improvável, mas uma minoria no clube defende a atitude radical antes mesmo da partida contra o Horizonte, do Ceará, pela primeira fase da Copa do Brasil. A partida representa grande risco para o Tricolor das Laranjeiras, que precisa vencer por pelo menos 2 a 0 para não ser eliminado.
Renato tem dois contratos para treinar o Fluminense: um com o clube e outro com a patrocinadora. Do salário do treinador, menos de 10% seria responsabilidade do Flu e não há multa rescisória caso a presidência decida trocar o comando da equipe.
Além da discussão sobre a permanência ou não de Renato Gaúcho no comando da equipe, o Fluminense ainda encontra dificuldades para se reforçar, pois a briga pelo poder nos bastidores influencia na busca por novos jogadores.