“Um vitorioso derrotado”. Assim Alberto Dualib, ex-presidente do Corinthians, se intitulou em sua carta de renúncia, entregue a Carlos João Eduardo Senger, presidente do Conselho Deliberativo, no último dia 19 de setembro e anunciada de forma definitiva nesta sexta-feira, dia 21.
Eleito para o cargo pela primeira vez em 1993, o cartola acumulou ao longo de suas sete reeleições um grande número de títulos (15, incluindo alguns pouco tradicionais, como o Troféu Osmar Santos) e um montante semelhante de polêmicas, principalmente nos últimos três anos, com o aparecimento da MSI.
A “Era Dualib” à frente do Timão teve início quando o cartola sucedeu Marlene Matheus no cargo e prometeu renovação total no futebol alvinegro. Infelizmente para ele, o início de sua gestão coincidiu com a milionária parceria entre o Palmeiras e a Parmalat e os títulos acabaram em outro Parque, o Antártica.
A partir de 1995, no entanto, a história dentro de campo começou a ganhar contornos gloriosos. Comandado por Marcelinho Carioca, contratado ao Flamengo por US$ 500 mil, o Timão levantou os títulos do Paulistão e da Copa do Brasil, além da Copa São Paulo de Juniores. O bom retrospecto rendeu à Dualib sua primeira reeleição.
Depois de passar por 1996 com apenas uma conquista, o Troféu Ramón de Carranza, na Espanha, Alberto Dualib levou para o futebol corintiano a primeira parceria de sua gestão, com o banco Excel/Econômico. Campeão estadual em 1997, o dirigente consegue alterar o Estatuto e permanecer no cargo para mais uma gestão.
Sem o Excel, que faliu e deixou o clube, mas com a primeira parceira internacional (Hicks Muse), o Alvinegro volta a viver dias de glória nos gramados, arrematando o bicampeonato brasileiro (1998 e 1999), três títulos paulistas (1999, 2001 e 2003) e o Mundial de Clubes da Fifa em 2000, superando o Vasco, no Maracanã.
À essa altura, os bastidores corintianos começavam a ferver e o fim da parceria com a Hicks não demorou. Mesmo assim, em 2003, Dualib, mais uma vez, conseguiu se reeleger presidente e driblar as reclamações de seus opositores e até da torcida, que passou a se voltar contra o cartola.
No ano seguinte a derrocada de Dualib no poder tomou uma direção irreversível. Ao lado do iraniano Kia Joorabchian, presidente da MSI, nova e nebulosa parceira, o agora ex-presidente montou uma verdadeira constelação de craques no Alvinegro (Carlitos Tevez, Mascherano, Carlos Alberto, Roger, entre outros) e conquistou o tetracampeonato nacional em 2005. Paralelamente, no entanto, levantou suspeitas da origem do dinheiro investido junto à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Reeleito pela última vez em 2006, o presidente viu seu nome envolvido em escândalos de grande porte e foi acusado, entre outros crimes, de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Acuado, não restou outra alternativa a Dualib que não fosse a entrega da carta de renúncia. Um final melancólico e inédito na história do clube mais popular do país.
Eleito para o cargo pela primeira vez em 1993, o cartola acumulou ao longo de suas sete reeleições um grande número de títulos (15, incluindo alguns pouco tradicionais, como o Troféu Osmar Santos) e um montante semelhante de polêmicas, principalmente nos últimos três anos, com o aparecimento da MSI.
A “Era Dualib” à frente do Timão teve início quando o cartola sucedeu Marlene Matheus no cargo e prometeu renovação total no futebol alvinegro. Infelizmente para ele, o início de sua gestão coincidiu com a milionária parceria entre o Palmeiras e a Parmalat e os títulos acabaram em outro Parque, o Antártica.
A partir de 1995, no entanto, a história dentro de campo começou a ganhar contornos gloriosos. Comandado por Marcelinho Carioca, contratado ao Flamengo por US$ 500 mil, o Timão levantou os títulos do Paulistão e da Copa do Brasil, além da Copa São Paulo de Juniores. O bom retrospecto rendeu à Dualib sua primeira reeleição.
Depois de passar por 1996 com apenas uma conquista, o Troféu Ramón de Carranza, na Espanha, Alberto Dualib levou para o futebol corintiano a primeira parceria de sua gestão, com o banco Excel/Econômico. Campeão estadual em 1997, o dirigente consegue alterar o Estatuto e permanecer no cargo para mais uma gestão.
Sem o Excel, que faliu e deixou o clube, mas com a primeira parceira internacional (Hicks Muse), o Alvinegro volta a viver dias de glória nos gramados, arrematando o bicampeonato brasileiro (1998 e 1999), três títulos paulistas (1999, 2001 e 2003) e o Mundial de Clubes da Fifa em 2000, superando o Vasco, no Maracanã.
À essa altura, os bastidores corintianos começavam a ferver e o fim da parceria com a Hicks não demorou. Mesmo assim, em 2003, Dualib, mais uma vez, conseguiu se reeleger presidente e driblar as reclamações de seus opositores e até da torcida, que passou a se voltar contra o cartola.
No ano seguinte a derrocada de Dualib no poder tomou uma direção irreversível. Ao lado do iraniano Kia Joorabchian, presidente da MSI, nova e nebulosa parceira, o agora ex-presidente montou uma verdadeira constelação de craques no Alvinegro (Carlitos Tevez, Mascherano, Carlos Alberto, Roger, entre outros) e conquistou o tetracampeonato nacional em 2005. Paralelamente, no entanto, levantou suspeitas da origem do dinheiro investido junto à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Reeleito pela última vez em 2006, o presidente viu seu nome envolvido em escândalos de grande porte e foi acusado, entre outros crimes, de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Acuado, não restou outra alternativa a Dualib que não fosse a entrega da carta de renúncia. Um final melancólico e inédito na história do clube mais popular do país.