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Futebol

Dirigente do Botafogo critica inteferência da Fifa no caso Dodô

Arquivo Geral

31/08/2007 0h00



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Carlos Augusto Montenegro, vice-presidente de futebol do Botafogo, lamentou o fato de a Fifa ter recorrido no caso de doping do atacante Dodô. Segundo ele, o jogador não merece passar novamente por essa situação.

O dirigente ressaltou que a decisão da maior entidade do futebol tira o respeito do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. “O sofrimento do Botafogo continua, o calvário do Dodô continua e isso é uma vergonha para o STJD. É uma humilhação para todos. Se há julgamento, qualquer um pode ser condenado ou absolvido, e esse calvário do Dodô só termina no dia em que o espancarem e torturarem”, disparou, em entrevista concedida à ESPN Brasil.

Indignado com a medida adotada pela Fifa, Montenegro não perdoou nem os árbitros de futebol. “Acho que, como brasileiro, não gosto de impunidade. O Botafogo foi prejudicado em várias ocasiões; já os mais impunes são os árbitros, que nunca são suspensos ou pegam penas ridículas de um jogo ou dois. Na única que ganhamos em segunda instância, não nos deixam ganhar”, declarou. “Tem coisas que só acontecem com o Botafogo”.

Para o diretor, o Alvinegro carioca já provou sua inocência no caso e não precisa voltar a ser julgado. “O Botafogo está desolado. Isto aconteceu com um jogador de currículo exemplar, de 33 anos. Antes disso, o Dodô foi sorteado duas vezes para o antidoping e nada ocorreu. Depois do jogo contra o Vasco, ele foi chamado de novo para o exame e nada foi encontrado”, explicou. “Mandamos o material do positivo para a USP, que mandou um laudo dizendo que a cafeína estava contaminada. Até pelo ar o femproporex (substância pela qual o camisa 7 foi punido) pode ter contaminado a cafeína”.

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