O goleiro Diego Cavalieri foi a novidade do coletivo disputado entre reservas e juniores do Fluminense, na manhã desta segunda-feira, nas Laranjeiras. Afastado da equipe em função de uma gastroenterite, segundo versão oficial do clube, o titular do gol tricolor se mostrou inteiramente recuperado. O jogador havia treinado com bola na sexta-feira, mas ainda não havia participado de um coletivo, atividade considerada essencial para avaliar as condições gerais do jogador.
Depois do treinamento, o coordenador médico do clube, Douglas Santos, concedeu entrevista coletiva para explicar a situação de Cavalieri. Ele disse que o jogador está liberado para viajar e participar do confronto diante do Figueirense, em Florianópolis, caso o técnico Cristovão Borges assim determinar.
O médico tentou esclarecer o mistério que rondou a situação de Cavalieri nos últimos dias. “O jogador teve um problema gástrico, perdeu peso, perdeu muita água. E demorou mais do que esperávamos para voltar, mas agora está bem. Esperávamos que ele ficasse fora por três ou quatro dias, mas medicina tem dessas coisas. Agora está totalmente recuperado e já retomou suas atividades normais”.
Outra boa notícia para o técnico Cristovão Borges foi a liberação, pelo departamento médico, dos volantes Edson, Valencia e Rafinha e do atacante Rafael Sobis. Eles participaram normalmente do treino físico e, durante o coletivo, continuaram se exercitando fora de campo. Os quatro jogadores só devem participar de treinos de conjunto a partir da próxima quinta-feira, quando serão avaliadas as possibilidades do retorno à equipe para os compromissos posteriores.
O lateral esquerdo Carlinhos, que sofreu um estiramento na coxa direita, ainda não tem prazo de retorno, segundo o médico Douglas Santos. O zagueiro Gum, que fraturou a fíbula, segue em processo de recuperação e só deve voltar a jogar na próxima temporada.
Insatisfação – O técnico Cristovão Borges está irritado com as críticas que tem recebido por suas substituições. Depois do empate diante do Cruzeiro, quando suas mexidas não foram bem recebidas pela torcida, o treinador disse que existe um desconhecimento sobre a situação de alguns atletas e cobrou maior clareza dos jornalistas que fazem a cobertura diária das atividades do clube.
“Bruno e Wagner, por exemplo, estão muito desgastados. Alguns setoristas que vão ao clube todo dia não prestam atenção nestes fatos, e a torcida acaba mal informada em relação ao que está acontecendo. Todas as minhas substituições são criticadas, mas nunca são justificadas”, disse o treinador em depoimento ao site NetFlu.
Ao ser perguntado sobre a reação negativa da torcida quando ele decide alterar o time, Cristóvão Borges explicou que, atualmente, qualquer substituição que ele faz cria um clima estranho. “Minhas mexidas viraram um grande evento. Quando eu substituo, e o time perde, como aconteceu contra o Goiás, elas são apontadas como a causa da derrota. Quando o Fluminense ganha, ninguém fala que a troca foi acertada. Assim fica difícil”.