O Estádio Nacional Mané Garrincha recebeu nesta terça-feira (21) a inspeção técnica da FIFA para avaliar os planos e estruturas para a Copa do Mundo de 2014. Chefe do Departamento de Operações da entidade, Cris Unger elogiou as condições atuais do estádio, mas fez ressalvas quanto ao tempo mínimo de disponibilidade de do gramado.
A recomendação da entidade máxima do futebol é que o estádio fique ao menos dois meses sem jogos para que esteja em bom estado no dia 12 de junho, data da abertura da Copa.
Unger fez ressalvas para o Comitê Organizador Local (COL) e ao governo do DF sobre o período curto em que o estádio ficará disponível. Mais caro dentre todos os 12 estádios da Copa do Mundo – segundo o Tribunal de Contas do DF, seus custos estão estimados em R$ 1,7 bilhão -, o Mané Garrincha receberá dois jogos até o mundial: nos dias 5 e 12 de abril, pelas finais do Campeonato Brasiliense.
Unger, porém, ficou preocupado com as datas. “Realmente esperamos que seja respeitado um tempo de descanso o maior possível para que a grama pegue e se recupere. As expectativas das seleções que participam da Copa para estes estádios são enormes e temos que cumprí-las”, ponderou.
O cartola da entidade máxima do futebol também disse desconhecer os problemas de goteiras ocorridos no dia 22 de dezembro, na pela final do Torneio Internacional de Futebol Feminino. “Eu não estou sabendo de goteira nenhuma”.
Segundo o Gerente de Operações do COL, Tiago Paes, “Não há preocupação nenhuma com o estádio, nem com a cobertura”. Segundo ele, os reparos da cobertura, estimada em R$ 209 milhões, já estão ocorrendo.
A visita da FIFA ao Mané Garrincha fez parte de uma série de inspeções que a entidade realizou nas seis arenas que já estão prontas. Além delas, os seis estádios que ainda estão em andamento foram visitados pelo secretário-geral da entidade, Jerôme Valcke.