O Corinthians foi o único grande clube de São Paulo sem um representante na reunião da Federação Paulista de Futebol (FPF) desta segunda-feira, que definiu datas e horários dos jogos das quartas de final do Campeonato Paulista. Eliminado do torneio de forma precoce, o time dirigido por Mano Menezes fez uma campanha superior às de dois classificados, Penapolense e Bragantino.
Para Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, o técnico corintiano não tem o direito de reclamar da regra do jogo agora. “O regulamento foi discutido com os clubes e aprovado por unanimidade”, resumiu, logo após a reunião com os quadrifinalistas, lembrando ainda que é o bom o Corinthians ter se acostumado. “Vamos repetir essa fórmula no ano que vem. Até por força de lei.”
Depois de uma muito lamentada série de seis jogos sem vencer, a principal queixa dos corintianos era a de não ter confrontos diretos com os seus concorrentes do grupo B para se recuperar na tabela de classificação. Dessa forma, entrou em campo para enfrentar o rebaixado Atlético Sorocaba no domingo, no Pacaembu, já sem chances de avançar à segunda fase. Venceu por 3 a 0, diante de 11.060 pagantes.
Ao falar sobre a média de público das partidas do Estadual, Del Nero reconheceu que esperava mais. “Não é aquilo que a gente queria que acontecesse”, lamentou, apesar de responsabilizar também os filiados da FPF pelo problema. “Havia a necessidade de os clubes usarem a criatividade para trazer os torcedores para o campo de jogo. Enfim, são vários caminhos que teremos de discutir”, declarou.
A expectativa é de que as partidas eliminatórias sejam mais atraentes para as torcidas. Mesmo sem o Corinthians. “Sem dúvida alguma, um clube como esse tem presença, traz público e uma série de coisas. Mas o futebol é assim: jogado dentro de campo. Infelizmente, o Corinthians não chegou”, concluiu Marco Polo Del Nero.
Entre os que chegaram, estão todos os três rivais corintianos. Um deles até lamentou o desfalque no encontro na sede da FPF. “É claro que a gente perde sem o Corinthians. A presença deles é importante em qualquer certame, sempre”, respeitou Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vice-presidente de futebol do São Paulo.