Diego Tardelli não é um jogador de referência na área, mas acredita que terá nova chance de formar dupla com Dagoberto, nesta quarta-feira, contra o Fluminense, no Morumbi. Aloísio ficará longe dos gramados por um mês e abriu uma vaga no time titular.
Com 22 anos de idade, Tardelli garante ter retornado de temporada no PSV Eidhoven, da Holanda, bastante mudado. No lugar do garoto, que, em 2003, misturava talento com muita indisciplina surgiu um jovem de voz mais firme e com objetivos definidos. Em casa, a família o ajuda a cuidar da filha Pietra, de um ano.
“Não quero mais falar sobre o meu passado e sobre meus problemas de juventude. Ter sido afastado do elenco, ter ido jogar na Europa, tudo isso me serviu de lição. Agora, tenho companheiros novos e técnico novo. Quero pensar no presente e tentar disputar as Olimpíadas com a seleção no ano que vem”, disse Tardelli, que quase marcou um gol de letra, sábado, contra o Corinthians.
Elogiado por Muricy Ramalho, o jovem atacante garante que os atrasos aos treinamentos, os sumiços, as reapresentações pousando de helicóptero no bairro da Barra Funda realmente não se repetirão. Uma conversa por telefone com Juvenal Juvêncio e o contato próximo com Milton Cruz e Muricy Ramalho proporcionaram ao jogador mais uma chance no clube.
“Não sou centroavante de área como o Muricy gosta de ter e nunca joguei de costas, mas espero mostrar meu futebol caso seja escalado na ausência do Aloísio. A briga pela posição será dura com o Marcel e o Borges”, disse Tardelli, que quer recuperar sua velha forma. “Ainda não estou 100% e preciso de ritmo de jogo, mas quero aproveitar esta chance”, completou.
Tardelli tem contrato com o São Paulo até o dia 31 de dezembro de 2008. O jogador gostou da experiência no futebol europeu, mas acha importante estar no Brasil para viabilizar seu objetivo de disputar os Jogos Olímpicos de Pequim. Em campo, ele diz estar mais responsável. Aprendeu na Holanda a ajudar na marcação e a cumprir algumas novas funções táticas.