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Futebol

Criciúma aumenta jejum de gols, mas volta ao G-4

Arquivo Geral

29/09/2007 0h00

Depois de liderar com folga a Série B do Campeonato Brasileiro, o Criciúma entrou em uma fase negra e deixou o grupo dos quatro melhores classificados da competição, acumulando quatro derrotas consecutivas sem conseguir marcar um gol sequer.

Neste sábado, diante do Remo, o Tigre entrou no gramado do Heriberto Hulse disposto a tudo para alcançar a recuperação. E conseguiu, mesmo que apenas parcialmente. Diante de um adversário desesperado e seriamente ameaçado pela queda à Série C, o time catarinense não apresentou um grande futebol, mas conseguiu somar um ponto no empate por 0 x 0 e garantir presença novamente no G-4, agora com 42 pontos, um a mais do que o Vitória.

A volta ao grupo dos melhores do campeonato mesmo chegando ao quinto jogo sem marcar gols só foi possível graças ao tropeço do Brasiliense, que saiu na frente do Fortaleza, mas permitiu a virada cearense e perdeu a oportunidade de integrar o pelotão de frente da competição.

O Remo, por sua vez, segue cada vez mais firme sua caminhada rumo à Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. Com 23 pontos, o time está à frente somente do Ituano, que neste sábado perdeu mais uma, desta vez para o Santa Cruz.

O nível técnico da partida deste sábado deixou a desejar. Com o estádio praticamente vazio, o Criciúma parecia desanimado e não pressionava o Remo como o esperado. Durante todo o primeiro tempo, a equipe da casa perdeu apenas duas boas chances para marcar, ambas com o experiente Maurício.

O Remo, que estreava o técnico Bagé, fez o que estava planejado. Atuou plantado na defesa e arriscou a chegada ao campo ofensivo apenas em esporádicos contra-ataques, mas sem levar muito perigo ao gol defendido por Zé Carlos.

O panorama na etapa final pouco se modificou. Cansado dos gols perdidos pelo artilheiro Maurício, o técnico Roberto Cavalo sacou o atacante e colocou Kélson em seu lugar. Com sangue novo na linha de frente, o Tigre parecia que finalmente partiria para sufocar o Remo. Mas ficou apenas na impressão.

Depois de chegar perigosamente perto do gol de Danrlei com Kélson e com o volante Elizeu, o Tigre voltou a encontrar dificuldades para superar o ferrolho paraense e não conseguiu mais penetrar na defesa rival. A situação ficou ainda pior depois que o estreante William Amaral agrediu Maurício Oliveira, foi dedurado pelo assistente e recebeu cartão vermelho.

Com um a menos, as chances de gol ficaram ainda mais escassas e o Criciúma ainda teve que celebrar o fato de não levar um gol do Remo no contra-ataque. No fim, o empate sem gols acabou desagradando aos dois times, mas foi melhor para os donos da casa, que voltaram ao G-4 e tiraram o Vitória do grupo de cima da tabela.

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