Não tem jeito. Quando Cristiano Ronaldo entra em campo, a música ambiente se transforma nos cliques frenéticos das câmeras fotográficas. Ontem, nos 15 minutos do treino da seleção de Portugal abertos à imprensa, não foi diferente.
Lanterna do seu grupo com um ponto, o elenco do melhor do mundo necessita golear a seleção de Gana por, no mínimo, quatro tentos de diferença hoje, às 13h, no Mané Garrincha. Além disso o time português precisa torcer para a derrota dos Estados para a Alemanha. A partida é no mesmo horário, em Pernambuco.
“Só penso em ganhar de Gana e terminar a Copa da melhor maneira possível. Depois veremos o que aconteceu no jogo entre Alemanha e Estados Unidos”, disse o comandante Pablo Bento.
Enquanto o comandante preocupa-se com o futuro do elenco, o craque português apareceu com o visual modificado. Com metade da cabeça raspada, CR7 mostrou mais uma vez a versatilidade com os cabelos. No pouco tempo em que a reportagem esteve presente, o atacante sequer tocou na bola.
Em trabalho de aquecimento com tiros longos e esforço físico, Cristiano apenas correu de um lado para o outro no gramado do CT dos Bombeiros. As atividades foram transferidas para poupar o gramado do estádio de Brasília.
Coração apertado
Do lado de fora do CT dos bombeiros alguns torcedores se aglomeravam mesmo sabendo que o contato com a seleção seria impossível.
Misturando o sotaque português com o nordestino, o estrangeiro, Eduardo Tinoco, 17, que vive no Recife desde os 11 anos, aproveitou o Mundial para acompanhar a seleção do seu país de origem.
Pela primeira vez em Brasília, ele e a família esperam não dar adeus ao elenco no DF. “Cheguei hoje (ontem) agoniado. Compramos todas as entradas até a final da Copa”, confessa o estudante.