A fase do Corinthians está tão ruim que nem técnico o time está conseguindo achar. Mesmo com sua grande tradição, os cartolas do clube não estão conseguindo um substituto para Paulo César Carpegiani, demitido na última semana. Comandado pelo interino José Augusto, os jogadores minimizam essa falta de definição.
“Para mim, que já tive 15 ou 16 técnicos aqui no profissional, não tenho muita ansiedade. Alguns que estão há pouco tempo do clube podem até ter, mas aí é que nós mais experientes temos que conversar para acalmar todo mundo”, afirmou o zagueiro Betão, que ainda duvidou da dificuldade para achar um novo técnico. “Depende do objetivo de cada treinador, mas tenho certeza que trabalhar no Corinthians é bom para qualquer profissional e pode consagrá-lo.”
Apesar de não ver muitos problemas com essa indefinição, o volante Ricardinho assume que seria melhor se já se soubesse quem será o novo treinador do time do Parque São Jorge. “Quando as coisas estão definidas é melhor para trabalhar, mas não podemos pensar nisso para conseguirmos os resultados. Na minha cabeça, não muda nada, mas definido é sempre melhor.”
Mas não é apenas culpa dos técnicos a atual fase do Corinthians. Pelo menos para Betão, cada um tem sua parte na 15ª colocação do time no Campeonato Brasileiro. “O que me impressiona nesse momento é essa procura por um motivo, um culpado pela fase. Acho que todos têm que assumir sua parcela de culpa, tanto a comissão técnica quanto os jogadores. Não consigo apontar nada específico.”
“Houve uma queda de rendimento, o que surpreendeu a todos, até os jogadores, que não queremos nunca passar por isso. Não tem uma lógica esses problemas, não há como falar de apenas um culpado. Temos apenas que resolver”, concluiu o zagueiro corintiano.