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Futebol

Corinthians x São Paulo fazem clássico das diferenças

Arquivo Geral

14/07/2007 0h00

O jogo entre Corinthians e São Paulo reunirá no estádio do Morumbi, neste sábado, às 20h30, dois clubes em situações completamente diferentes. Enquanto o Tricolor continua sua perseguição ao líder, o Timão enfrenta problemas dentro e, principalmente, fora de campo.

O time de Paulo César Carpegiani necessita de um resultado positivo para acabar com a série de quatro jogos sem vitórias no Brasileirão e, de quebra, pôr fim ao jejum de mais de quatro anos sem triunfos sobre o rival. Diante deste panorama, as duas equipes tiveram de levar até o limite a máxima futebolística de que “clássico é clássico” para dizer que não há favoritos no duelo.

O Corinthians não sente o sabor de uma vitória sobre o adversário desde 22 de março de 2003. De lá para cá, foram oito derrotas e quatro empates. Além disso, Carpegiani também enfrenta o histórico são-paulino contra treinadores corintianos. Na trajetória do confronto, o time do Morumbi foi responsável por derrubar comandantes alvinegros em 14 ocasiões.

Como se não bastassem as marcas negativas diante do rival, o Timão também precisará superar seu retrospecto negativo em clássicos nos últimos meses. Desde o começo do ano passado, o Corinthians entrou em campo 14 vezes para duelar com os três outros grandes do estado e só saiu vitorioso em uma das ocasiões: diante do Palmeiras, no Brasileirão passado. Já o São Paulo é o único paulista invicto em clássicos regionais nesta temporada.

Mesmo diante de tantos indícios da superioridade atual do Tricolor, os jogadores do São Paulo garantem não enxergar qualquer favoritismo. Nem mesmo o mando do jogo será aproveitado pelo Timão já que a diretoria abriu mão de jogar no Pacaembu e levou o confronto para a casa do adversário.

Enquanto observavam o nome do clube rival envolvido até em acusações de lavagem de dinheiro, os são-paulinos passaram a semana explicando por que acreditam que o Corinthians tem totais condições de surpreender dentro de campo. “O Brandão falava isso, o Poy falava isso e eu também vou falar. Clássico é clássico. Não é conversa de treinador, é a pura verdade”, resumiu Muricy Ramalho. “O Corinthians viveu na pele esta situação recentemente. Diziam que o Palmeiras jamais os venceria e foi exatamente o que aconteceu. Não dá para prever”, completou o treinador.

O goleiro Rogério Ceni concorda com o treinador. Apesar de o Corinthians ter formado uma equipe muito jovem e sem estrelas para esta temporada, o capitão são-paulino aponta o atual elenco corintiano com mais chances de vencer do que na época em que a MSI investia alto na contratação de estrelas de egos inflados e salários inflacionados.

“Este time do Corinthians pode não ter nomes como Tevez, Mascherano e Roger, mas como conjunto evoluiu muito. Esta é uma equipe muito mais disciplinada e equilibrada do que aquela [de 2005 e 2006]”, opinou Rogério Ceni.

Com o elogio dos rivais, os corintianos fazem questão de manter a confiança em uma vitória na noite de sábado. O atacante Everton Santos também citou o recente clássico com o Palmeiras como um exemplo a ser seguido. Depois de vencer o Timão há algumas rodadas, o Alviverde de Parque Antártica afastou a crise e se recuperou no Nacional.

“Eles ganharam da gente e ficaram com moral para seguir. Não é diferente para nosso time. Se ganharmos no sábado, teremos moral para dar uma boa seqüência no campeonato”, afirmou. Carpegiani também minimizou as adversidades e evitou previsões.

“Em futebol, quando há dois times grandes, não existe lógica. Podem falar que um clube tem o elenco melhor e é favorito, mas isso quem diz são vocês (jornalistas). Temos um elenco com força para vencer. O Corinthians tem tradição e torcida e, por isso, também tem obrigação de buscar a vitória”, afirmou.

Mas o Timão não tem apenas os problemas do Brasileirão para se preocupar. Em São Paulo, o Ministério Público Federal apresentou acusação contra o presidente Alberto Dualib e o vice Nesi Curi por conta de supostas irregularidades na parceria com a MSI, que também teve dirigentes denunciados. Horas antes de o MPF revelar suas investigações, os advogados do Timão admitiram derrota do clube na Corte de Arbitragem do Esporte, na Suíça, referente à transferência de Nilmar. Agora, o Timão tentará um último recurso na Justiça da Suíça para escapar do pagamento de 8 milhões de euros ao Lyon.

A única boa notícia da semana foi o retorno do meia Willian. Depois da eliminação da seleção brasileira no Mundial Sub-20, ele deverá ser a novidade do Corinthians no clássico. Carpegiani vai avaliar as condições físicas do atleta, mas deixou clara sua intenção de colocá-lo em campo.

O São Paulo vai definido para a partida. Hernanes volta de suspensão na vaga de Edcarlos. Na vaga de Jorge Wagner, que sentiu contratura muscular, Jadílson está escalado. Hugo cumpre último jogo de suspensão por ter ofendido o árbitro Paulo César de Oliveira no clássico contra o São Paulo.

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS X SÃO PAULO

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 14 de julho de 2007, sábado
Horário: 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Valter José Dos Reis (Fifa-SP) e Maria Eliza Correia Barbosa (SP).

CORINTHIANS: Felipe; Fábio Ferreira, Zelão e Betão; Pedro, Bruno Octávio, Rosinei, Willian (Dinelson ou Dentinho) e Marcelo Oliveira; Everton Santos e Finazzi
Técnico: Paulo César Carpegiani

SÃO PAULO: Rogério Ceni; André Dias, Breno e Miranda; Ilsinho, Hernanes, Richarlyson, Leandro e Jadílson; Aloísio e Dagoberto.
Técnico: Muricy Ramalho.
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