Para quem está há três rodadas na zona do rebaixamento, o Corinthians vem correspondendo o incentivo do torcedor: não perde há dois jogos, incluindo aí a vitória sobre o rival São Paulo por 1 x 0, no último domingo, resultado que quebrou um tabu de quatro anos sem êxito sobre o rival. Entre o elenco, a cautela ainda é grande para prometer novos resultados surpreendentes, mas uma meta está definida, recuperar a auto-estima dos jogadores.
Segundo o meia Aílton, além da sair da zona de rebaixamento, o resultado positivo na partida deste sábado contra o Internacional, no Pacaembu, servirá para mostrar aos concorrentes que o Timão retomou a melhor forma na luta para, quem sabe, pelo menos chegar à Copa Sul-americana.
“Vamos fazer o possível para ganhar o jogo. Se ganharmos, os outros times vão olhar diferente. Contra o Fluminense, o Renato Gaúcho falou que ia vir para cima e isso é uma falta de respeito com o Corinthians. Isso aqui é uma instituição de muita história, com muitos torcedores e precisa de respeito. A vitória vai deixar o elenco mais confiante e os adversários com a certeza de que o Corinthians está na briga por uma vaga na Sul-americana”, destacou Aílton.
Diante dos gaúchos, o Alvinegro terá mais um tabu pela frente. Os paulistas não vencem o rival desde 24 de agosto de 2003, quando fez 3 x 1 pelo segundo turno daquele Brasileirão. Desde então foram mais sete confrontos, com três vitórias coloradas e quatro empates. Números que fazem o camisa dez pedir calma à Fiel.
“Não podemos nem pensar em euforia. Nessa situação que estamos, ganhar do São Paulo foi obrigação. Nós temos a obrigação de ganhar esses três pontos de sábado, que nos deixaria em uma situação muito boa para brigar por algo a mais no campeonato”, justificou.
Para Aílton, o elenco está centrado em melhorar a posição corintiana. “O Corinthians tem que pensar passo a passo. Todos os jogadores estão com essa ambição de tentar algo a mais, mas temos que ter calma. Precisamos de tranqüilidade para buscar sair dessa situação e, quem sabe, tentar a Copa Sul-americana”, concluiu.