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Futebol

Copos se tornam febre entre os torcedores

Arquivo Geral

12/07/2014 7h00

Além das marcas e recordes alcançados nesta Copa do Mundo, o Mundial do Brasil também será lembrado como a Copa dos Copos. 

Objeto de desejo até de quem não aprecia cerveja ou refrigerante, os copos para quem consumia bebidas nos estádios não eram encontrados nem nas lixeiras das arenas.

Apaixonado por refrigerante, o músico de 30 anos, Paulo Felipe, coleciona latas e garrafas desde os oito anos. Com um acervo de mais de seis mil latas, foi com o Mundial que ele resolveu expandir os horizontes e acumular copos.

Sem conseguir nem um ingresso para os 64 jogos, Paulo apelou para os amigos e arrecadou 30 copos, e pode adquirir mais. “Fiz amizade com uma mulher da Coca-Cola (patrocinadora do Mundial) que se impressionou com a minha coleção. Semana passada recebi um telefonema estranho de lá e acho que vou ganhar os copos de todos os jogos”, espera ansiosamente.

Juntos na cerveja

O casal Marina Xavier e Ricardo Junqueira levaram a coleção um pouco mais a sério, e perderam as contas de quantos recipientes haviam juntado. “Ah… Aqui tem mais de 60”, disse Marina após uma tentativa de contar os copos.

Com ingressos garantidos para o jogo do terceiro lugar, Marina e Ricardo preparam o bolso para colecionar mais. “Vai ser um jogo depressivo”, espera o casal.

Vacilou, os argentinos levam
Diferentemente do casal colecionador, Marina e Ricardo, o empresário Paulo Vinícius saía distribuindo os volumes que tinha para quem pedisse. No último jogo sediado em Brasília – Argentina e Bélgica, no último sábado – o rapaz conseguiu acumular sozinho 10 copos de cerveja.
 
Feliz por conseguir somar o número aos mais de 30 que tinha em casa, Paulo foi surpreendido pela torcida. “Ao final do jogo, comecei a gravar os gritos dos argentinos no meu celular. Como estava meio alterado, eles aproveitaram a minha inocência para levar os copos de mim. Nem tive reação para correr atrás deles”, recorda.
 
O empresário foi a todos os jogos do Mane, mas abriu mão do de hoje por pura decepção.
 
O servidor público Rodrigo Klumb também perdeu as contas. No primeiro jogo no DF (Suíça e Equador, em 15 de junho) ele esqueceu cinco recipientes dourados. “Estava com um amigo que bebia muita coca e não estava nem aí. Acho que entrei na onda”, justifica.

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