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Futebol

Copa volta ao Brasil 64 anos depois do fracasso contra o Uruguai

Arquivo Geral

30/10/2007 0h00

Depois de 64 anos, o torcedor brasileiro poderá ver em ação, nos gramados por todo o País, os melhores jogadores do mundo. Nesta terça-feira, a Fifa anunciou o Brasil como o país-sede da Copa do Mundo de 2014, a primeira na América do Sul desde 1978, quando a Argentina organizou a principal competição da modalidade.

O anúncio oficial aconteceu na sede da Fifa, em Zurique, e teve a participação de nomes de peso do futebol e da política brasileira. Dunga, técnico da seleção brasileira, e o atacante Romário prestigiaram o evento. O presidente Lula e uma comitiva de governadores e assessores também estiveram na Suíça. Até o escritor Paulo Coelho, um dos fenômenos mundiais de venda de livros, esteve na cerimônia que apenas formalizou uma longa espera.

Como candidato único por causa do rodízio de continentes imposto pela Fifa – a Colômbia desistiu antes da candidatura oficial no fim de julho -, o Brasil terá a oportunidade de organizar pela segunda vez um Mundial. Em 1950, o País aproveitou o clima Pós-Guerra, que devastou as principais nações da Europa, construiu o maior estádio do mundo na época – o Maracanã, no Rio de Janeiro – e viu o sonho do primeiro título do mundo ruir com uma derrota de virada para o Uruguai por 2 x 1.

“O povo brasileiro merece ver a Copa do Mundo realizada no nosso país. Com sua paixão pelo futebol, certamente tornará o Mundial 2014 um dos mais bonitos e grandiosos da história da competição”, afirmou Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), já em Zurique para o evento na Fifa, que já havia amargado o fracasso nas candidaturas para os Mundiais de 2006 e 2010.

Para convencer o mundo que teria condições de organizar a Copa, a CBF promete novos e moderníssimos estádios para serem utilizados nos jogos, já que, segundo o próprio Teixeira, “nenhum estádio brasileiro” tem condição de receber partidas deste porte no momento.

No total, 18 capitais brasileiras concorrem para ter o direito de ser cidade-sede e todas prometem a construção ou a reformulação completa das arenas – a estimativa é de uma despesa de US$ 1,1 bilhão (R$ 1,925 bilhão). A CBF pleiteia 12 sedes, mas a Fifa quer apenas oito ou dez localidades no Mundial.

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