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Futebol

Constante, Alemanha alcança quarta semifinal seguida em Copas do Mundo

Arquivo Geral

04/07/2014 16h22

A regularidade alemã nas fases finais da Copa do Mundo é impressionante. A tricampeã mundial alcançou feito inédito na tarde desta sexta-feira ao chegar pela quarta vez seguida entre as quatro melhores seleções em um Mundial. A vitória sobre a França por 1 a 0 garantiu à Alemanha ser uma das quatro últimas sobreviventes pela 13ª vez em 18 torneios disputados.

Os números são recordes na competição. Como ficou de fora de duas edições (1930 e 1950), a Alemanha tem também a melhor porcentagem quando analisada a presença em finais. São sete decisões disputadas, ou seja, os alemães lutam pelo título 38% das vezes que jogam a Copa. Pensando nas semifinais, a estatística sobe para impressionantes 72%.

A sequência de aparições em semifinais começou ainda na estreia em Copas do Mundo. Após a ausência no primeiro Mundial, os alemães venceram três dos quatro jogos disputados, tendo caído apenas para a Tchecoslováquia e conquistado o terceiro lugar sobre a Áustria. Quatro anos depois, porém, a eliminação na primeira fase frustrou as expectativas criadas pelo sucesso anterior.

Por ter provocado a Segunda Guerra Mundial anos antes, a Alemanha foi banida da Copa disputada no Brasil, em 1950. As batalhas inclusive impediram a Fifa de realizar as duas edições anteriores. De volta ao torneio, em 54, os germânicos bateram a Hungria por 3 a 2 na decisão e fizeram os Mágicos Magiareschorarem para festejar o primeiro título mundial de sua história.

Daí para frente a força alemã em Copas do Mundo só fez crescer. Em 1958, já com o sufixo “Ocidental” adicionado a seu nome, caiu para a Suécia que seria vice-campeã frente ao Brasil de Pelé. Na edição seguinte, por pouco não voltou às semifinais ao ser derrotada pela Iugoslávia na fase anterior, com direito a gol nos minutos finais. A volta por cima viria em 1966, quando a Alemanha disputou sua segunda final, mas a polêmica derrota na prorrogação para a anfitriã Inglaterra deu fim às esperanças do bicampeonato.

Apesar do baque do Mundial anterior, os germânicos voltaram fortes para a Copa de 1970. Nos anos de ouro de Gerd Muller, a seleção voltou a disputar as semifinais e amargou eliminação frente à Itália, que seria vice-campeã naquele ano. Depois de frustrações seguidas, o segundo título veio no torneio disputado em casa, em 74. Apesar do surpreendente revés para a rival Oriental em Hamburgo, a Alemanha Ocidental se recuperou na segunda fase e conseguiu parar a favorita Holanda de Cruijff, Neeskens e cia. na final, levantando a Jules Rimet no Estádio Olímpico de Munique.

Quatro anos depois do bicampeonato, esperava-se uma Alemanha forte na Copa disputada na Argentina, mas os três tropeços na segunda fase deram fim às esperanças. Daí em diante, porém, a regularidade voltou a ser regra e foram três finais seguidas, marca só alcançada posteriormente pela Seleção Brasileira.

Nos Mundiais dos Anos 80, a Alemanha defendida por Harald Schumacher superou disputa de pênaltis para disputar o título. Na Espanha, a semifinal contra a França só foi decidida nas cobranças alternadas, mas o sofrimento só foi ampliado na derrota para a Itália de Paolo Rossi. No México, o duelo contra os anfitriões nas quartas de final terminou em zeros e o goleiro voltou a brilhar defendendo duas vezes, mas outro revés na decisão contra a Argentina fez o torcedor questionar o poder de decisão da seleção alemã.

A vingança sobre a Albicelesteveio logo no Mundial seguinte, na Copa de 90. Após nova disputa de pênaltis nas semifinais, contra a Inglaterra, Andreas Brehme reencontrou a marca da cal aos 40 minutos do segundo tempo da final e não perdoou. O gol rendeu o tricampeonato no Estádio Olímpico de Roma, o primeiro da Alemanha unificada.

Na década seguinte, a seleção mais regular do mundo chegou repetiu a trinca de semifinais seguidas. Primeiro acabou derrotada pela Seleção Brasileira de Ronaldo Fenômeno em Yokohama e amargou o quarto vice-campeonato de sua história. A edição seguinte marcou a desclassificação em casa nas semifinais, quando a Itália de Pirlo e Del Piero bateu a anfitriã e foi campeã sobre a França de Zidane. Em solo sul-africano a história foi parecida: derrota para a Espanha, que seria campeã no jogo seguinte sobre outra seleção europeia, a Holanda.

Desta vez, a Alemanha garante lugar entre os quatro melhores da Copa do Mundo disputada no Brasil em franca evolução. O futebol apresentado na primeira fase melhorou nas oitavas de final contra a Argélia e foi ainda mais consistente no triunfo sobre os franceses. Agora a regularidade germânica será colocada à prova nesta terça-feira, em duelo a ser disputado no Mineirão. Resta saber apenas o adversário, já que a Seleção Brasileira encara a Colômbia para decidir vaga às 17 horas (de Brasília) desta sexta.

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