Em noite de muito protesto de torcedores, o Conselho Deliberativo do Corinthians votou favoravelmente ao fim da parceria com a MSI. Como já era previsto pelos oposicionistas antes mesmo do início do encontro, os conselheiros decidiram nesta terça-feira acabar com o acordo com o fundo de investimentos, firmado em dezembro de 2004.
Agora, o Timão se prepara para enfrentar uma batalha jurídica com a MSI, que deverá cobrar o valor da multa rescisória prevista em contrato, de US$ 25 milhões. No entanto, o conselheiro vitalício Rubens Approbato Machado, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, não acredita na necessidade de o clube arcar com o valor.
“Eles deixaram de cumprir todas as situações do contrato e estão proibidos de entrar no Brasil. As contas da MSI ainda foram bloqueadas, ou seja, o problema foi da parceria”, avisou, antes mesmo da reunião.
O Ministério Público Federal fez denúncias de lavagem de dinheiro à parceria entre MSI e Corinthians, com acusações a dirigentes do Alvinegro e do fundo de investimentos. Um dos ferrenhos opositores dos investidores desde o início, Romeu Tuma Júnior foi irônico quando questionado sobre a multa rescisória, antes de a votação acontecer.
“O contrato não foi cumprido desde o início e, se eles (investidores) vierem ao Brasil, serão presos”, afirmou. Apesar de ter feito críticas à MSI desde 2004, Tuma Júnior não adota um discurso de vitória com o imbróglio que resultou a parceria.
“Não dá para se sentir vitorioso porque o derrotado é o Corinthians, e não o Kia (Joorabchian) ou o Dualib”, lamentou. O presidente do Timão não se pronunciou sobre o resultado desta terça-feira.
Durante a reunião, cerca de 200 torcedores protestaram e cantaram contra a atual gestão, pedindo, principalmente, a saída de Dualib. Outras pessoas questionadas pela movimentação foram o vice Nesi Curi, o conselheiro Wadih Helu, aliado do presidente, e a neta do mandatário, Carla Dualib.