Disputar um Mundial de Futebol no ano da Copa do Mundo no Brasil é um sonho que algumas crianças, de 7 a 12 anos, realizarão a partir de amanhã. A GoCup tem início em Aparecida de Goiânia (GO) e terá a partipação de equipes como o Kashima Antlers (JAP) e do Atlético de Madrid (ESP).
Brasília será representada na GoCup por algumas equipes. Entre elas está a do Iate Clube, coordenada pelos técnicos Fred Cardinho e Ricardo Suriel.
Rafael Melquíades, o Kid, de 10 anos, é um dos mais empolgados com a GoCup. Perguntado sobre qual o objetivo na competição, ele não gagueja. “Espero que a gente seja campeão. Não estou dizendo que vai ser fácil, sei que vamos ter que lutar muito para conseguir.”
Para Fred, a GoCup será uma oportunidade de aprendizado. “É um aprendizado muito grande de atletas, pais, treinadores por tudo que está envolvido. Todos estão comprometidos e vão aprender muito em termos de valorização da cooperação e do senso de equipe”, sintetiza.
Grande dentro e fora de campo
Deixar o filho caçula viajar sem a presença dos pais pode ser algo aterrorizante para alguns. A mãe de Rafael Melquíades, o Kid, Silvia Gonçalves, no entanto, não se preocupa. Ela, que está acostumada a ver seu filho mais velho, o tenista Nino Portugal, de 13 anos, viajar mensalmente para competir vai passar apenas dois dias com Kid em Aparecida de Goiânia.
“Nós (ela e o pai de Kid) vamos acompanhar, mas só pelo fim de semana, no domingo a gente já volta. O Kid é bem safo, já treina no Iate há dois ou três anos então está bem acostumado, já tem a turminha dele de amigos. Não acho que a saudade vá ser um problema. Ele mesmo que disse ‘não precisa ficar o tempo todo, mamãe’”, diverte-se.
Para ela, a experiência com o filho mais velho disputando torneios de tênis fez com que a segurança com o filho caçula viajar com o time do Iate ficasse maior.
“A gente meio que se acostumou com ter um filho viajando sozinho. O Nino viaja sempre para competir então com o Kid não vai ser um problema”, declara, despreocupada.