A pressão pela saída do presidente Alberto Dualib aumentará na próxima semana. Em reunião realizada na noite de segunda-feira, uma comissão formada por 13 conselheiros decidiu pedir o afastamento imediato do mandatário. O grupo também chegou à conclusão de que o clube deverá buscar o fim da parceria com a MSI.
As decisões serão anunciadas na próxima reunião do Conselho Deliberativo, prevista para dia 24, quando tentarão concretizar o que foi combinado no encontro da noite de segunda. A reunião aconteceu no escritório de Rubens Approbato Machado, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva e conselheiro vitalício do Timão.
“A comissão, indicada pelo próprio Conselho, confirmou a proposta de acabar com a parceria porque ela só está dando problemas ao clube. A parceria não está cumprindo suas obrigações. Por isso, levaremos ao Conselho a proposta pela paralisação do acordo. Além disso, a reunião também decidiu por unanimidade pedir o afastamento de Alberto Dualib”, explicou Approbato.
Das 13 pessoas presentes na reunião, 11 votaram pelo fim da parceria, enquanto as duas restantes queriam a formação de uma auditoria. As propostas pelo fim da parceria e pelo afastamento de Dualib passarão pelo crivo do Conselho Deliberativo.
A expectativa é de que o presidente do órgão, Carlos Senger, convoque reunião para o dia 24. Se o responsável não reunir o Conselho, Approbato planeja outra forma para garantir o encontro. “Se ele não fizer a convocação, vamos angariar 200 assinaturas para fazer uma autoconvocação, que é prevista pelo estatuto”, afirmou.
O pedido pelo afastamento de Dualib é apenas o primeiro passo do que poderá resultar em sua saída definitiva da presidência. “Pediremos o afastamento do presidente e de sua diretoria pelo tempo necessário para fazer um amplo processo. Este é o primeiro passo de uma eventual destituição. Mas ele terá total condição de defesa no processo”, avisou.
Rubens Approbato, por sinal, também não se mostrou preocupado com a multa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 46,5 milhões) estipulada em contrato para uma eventual rescisão com a MSI. Depois das denúncias do Ministério Público Federal ao fundo de investimentos, o conselheiro acredita que o Timão não precisará arcar com o valor.
“Examinamos exaustivamente o contrato, com advogados do clube. A inadimplência é da MSI. O Corinthians tem perfeita condição de romper por culpa da MSI”, concluiu.