Interino na presidência da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (Conaf) da CBF, Sérgio Corrêa quer que os apitadores e assistentes responsáveis pelas partidas brasileiras deixem o amadorismo. Mesmo de forma provisória no cargo, o mandatário já tem em mente a elaboração de projetos para oficializar a profissão de juizes e auxiliares, a fim de melhorar o nível da arbitragem no país. E com ajuda financeira dos clubes.
“Queremos criar uma estrutura, para que fosse possível realizar treinamentos físicos durante semana e deixar os árbitros preparados para testes a qualquer momento. Hoje não posso fazer isso”, explicou Corrêa. “Atualmente, o árbitro é um amador no mundo profissional do futebol. Nossa intenção é realizar uma mudança na vida dos juízes, mas isso demanda estudos, projetos e recursos”.
E despesas. “Precisamos de aproximadamente R$ 1,5 milhão por ano para preparação, estudos, material didático e outras parafernálias. Não estamos contando salários”, anunciou. De acordo com o dirigente, a intenção é remunerar árbitros e assistentes com um piso salarial fixo e cotas extras para partida apitada. “Mas os clubes devem estar empenhados em colaborar, dedicando parte da verba arrecadada à preparação dos árbitros”, completou.
Embora não tenha sido efetivado depois de assumir a presidência da Conaf no começo de agosto, quando Édson Rezende de Oliveira pediu demissão do cargo, não quer perder tempo. Apesar de não saber se continuará ou não na entidade da CBF, ele quer aproveitar o tempo na função para criar mais projetos para a arbitragem brasileira.
“Resolvi fazer o seguinte: enquanto estiver no cargo, crio os projetos e deixo-os arquivados. Se continuar, tento colocá-los em vigor; caso contrário, se meu sucessor quiser, poderá aplicar. Deve ser um projeto definido, impessoal. Não pode continuar isso de cada pessoa que assumir a Conaf colocar em prática uma coisa completamente diferente em relação ao seu sucessor”, complementou.
Uma das medidas tomadas por Corrêa foi promover uma renovação na arbitragem brasileira. Na 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, por exemplo, juizes menos conhecidos apitaram jogos importantes, como Marcelo de Lima Henrique, responsável pelo clássico carioca entre Vasco e Flamengo no Maracanã.
Para o dirigente, a atuação da ‘nova safra’ da arbitragem esteve dentro dos padrões esperados pela entidade no momento. “Pela dificuldade das partidas, as performances foram de regular para bom. É complicado obter a excelência. Mas fico satisfeito por não terem interferido no resultado final da partida, isso que importa. De resto, fica na interpretação das pessoas”, concluiu.
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“Queremos criar uma estrutura, para que fosse possível realizar treinamentos físicos durante semana e deixar os árbitros preparados para testes a qualquer momento. Hoje não posso fazer isso”, explicou Corrêa. “Atualmente, o árbitro é um amador no mundo profissional do futebol. Nossa intenção é realizar uma mudança na vida dos juízes, mas isso demanda estudos, projetos e recursos”.
E despesas. “Precisamos de aproximadamente R$ 1,5 milhão por ano para preparação, estudos, material didático e outras parafernálias. Não estamos contando salários”, anunciou. De acordo com o dirigente, a intenção é remunerar árbitros e assistentes com um piso salarial fixo e cotas extras para partida apitada. “Mas os clubes devem estar empenhados em colaborar, dedicando parte da verba arrecadada à preparação dos árbitros”, completou.
Embora não tenha sido efetivado depois de assumir a presidência da Conaf no começo de agosto, quando Édson Rezende de Oliveira pediu demissão do cargo, não quer perder tempo. Apesar de não saber se continuará ou não na entidade da CBF, ele quer aproveitar o tempo na função para criar mais projetos para a arbitragem brasileira.
“Resolvi fazer o seguinte: enquanto estiver no cargo, crio os projetos e deixo-os arquivados. Se continuar, tento colocá-los em vigor; caso contrário, se meu sucessor quiser, poderá aplicar. Deve ser um projeto definido, impessoal. Não pode continuar isso de cada pessoa que assumir a Conaf colocar em prática uma coisa completamente diferente em relação ao seu sucessor”, complementou.
Uma das medidas tomadas por Corrêa foi promover uma renovação na arbitragem brasileira. Na 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, por exemplo, juizes menos conhecidos apitaram jogos importantes, como Marcelo de Lima Henrique, responsável pelo clássico carioca entre Vasco e Flamengo no Maracanã.
Para o dirigente, a atuação da ‘nova safra’ da arbitragem esteve dentro dos padrões esperados pela entidade no momento. “Pela dificuldade das partidas, as performances foram de regular para bom. É complicado obter a excelência. Mas fico satisfeito por não terem interferido no resultado final da partida, isso que importa. De resto, fica na interpretação das pessoas”, concluiu.
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