O Clube dos 13, entidade que reúne as 20 maiores agremiações do país, anunciou nesta sexta-feira um projeto de venda dos direitos de transmissão televisiva do Campeonato Brasileiro para o continente asiático e Oriente Médio.
Ainda não há nenhum contrato assinado, mas, segundo os dirigentes, as negociações estão bastante avançadas com Índia, Cingapura e China – aliás, o embaixador indiano no Brasil, Prakash Shah, esteve presente no almoço de comemoração dos 20 anos de fundação do C13 nesta sexta.
A entidade diz que os valores ainda estão sendo negociados, já que será a primeira vez que o principal campeonato de futebol do país será exportado. Porém, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, afirmou que a negociação com os três países pode gerar, em um primeiro momento, cerca de R$ 1 bilhão.
A expectativa é de fechar acordo para começarem as transmissões a partir de 2008, sejam por televisão aberta, pay-per-view, canal digital e celulares. Há possibilidade, no entanto, de o negócio com Cingapura ser fechado já neste segundo semestre.
Atualmente, o Campeonato Brasileiro é transmitido em 130 países via Globo Internacional. Portanto, se concretizadas as negociações com os asiáticos, será a primeira vez que os clubes poderão lucrar com a exibição da competição fora do país.
“Há um potencial enorme de difusão do futebol brasileiro no exterior e estamos dispostos a conquistar nossa fatia neste mercado”, disse o presidente do C13, Fábio Koff. “Temos que buscar recursos onde tem. Aqui estão praticamente esgotadas as fontes de recurso”, comentou o presidente do Vasco e vice-presidente da entidade, Eurico Miranda.
A Globo, que detém os direitos de transmissão do Brasileirão até o ano que vem, está atuando como parceira do Clube dos 13. A emissora será responsável por toda a transmissão do pacote inicial de 82 jogos e ficará com uma fatia de tudo que for arrecadado, uma vez que terá gastos com implantação de transmissão digital, transmissão para celulares, tradução, entre outros.
Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes, afirmou que ainda não há definição do quanto será abocanhado pela empresa. “Pelo menos 50% deve ficar com os clubes”, adiantou. “50%? Não, não. É muito mais”, retrucou, sorrindo, o ex-presidente do C13 Mustafá Contursi. “Isso ainda vamos definir, assim como o valor da venda dos direitos”, completou.
Mustafá assegurou que o rateio dos recursos seguirá a atual divisão da verba paga pela Globo (R$ 300 milhões anuais), com Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo e Vasco recebendo uma porcentagem maior.
Cultura
A estratégia usada pelo C13 para entrar no mercado asiático será explorar os aspectos culturais do Brasil, em parceria com o Ministério do Turismo. Ou seja, a transmissão de uma partida conterá também pequenas inserções apresentando as características das cidades dos times envolvidos, além de informações sobre culinária e hábitos, entre outros.
“É impossível competir com o futebol inglês na Ásia, já que a Premier League é transmitida lá há muitos anos e há uma ligação histórica entre a Índia, por exemplo, e a Inglaterra. Então, para podermos entrar naquele mercado, é preciso um diferencial”, explicou o empresário João Gilberto Vaz, representante internacional do C13.
Tanto Vaz como Koff garantem, no entanto, que há um interesse muito grande dos asiáticos em transmitir o Campeonato Brasileiro porque, apesar de os clubes serem desconhecidos, a seleção canarinho é a mais admirada na região. Além disso, há uma carência de alternativa para o Campeonato Inglês.
“A idéia é popularizar os clubes na Ásia e cooptar novas fontes de renda, levando equipes de categorias de base dos clubes para excursionar, disputar campeonatos. Isso gera exposição de mídia, venda de camisas. É possível também fazer clínicas de futebol, mandando treinadores para lá”, conta Marcelo Campos Pinto.
Além de Índia, Cingapura e China, o C13 planeja a criação de um canal de futebol brasileiro no Oriente Médio (cujo centro seria em Dubai, capital dos Emirados Árabes Unidos), no norte africano, na Oceania e em outros países asiáticos como Japão, Hong Kong e Indonésia. Segundo a entidade, já há negociação em andamento com todos esses países.
Ainda não há nenhum contrato assinado, mas, segundo os dirigentes, as negociações estão bastante avançadas com Índia, Cingapura e China – aliás, o embaixador indiano no Brasil, Prakash Shah, esteve presente no almoço de comemoração dos 20 anos de fundação do C13 nesta sexta.
A entidade diz que os valores ainda estão sendo negociados, já que será a primeira vez que o principal campeonato de futebol do país será exportado. Porém, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, afirmou que a negociação com os três países pode gerar, em um primeiro momento, cerca de R$ 1 bilhão.
A expectativa é de fechar acordo para começarem as transmissões a partir de 2008, sejam por televisão aberta, pay-per-view, canal digital e celulares. Há possibilidade, no entanto, de o negócio com Cingapura ser fechado já neste segundo semestre.
Atualmente, o Campeonato Brasileiro é transmitido em 130 países via Globo Internacional. Portanto, se concretizadas as negociações com os asiáticos, será a primeira vez que os clubes poderão lucrar com a exibição da competição fora do país.
“Há um potencial enorme de difusão do futebol brasileiro no exterior e estamos dispostos a conquistar nossa fatia neste mercado”, disse o presidente do C13, Fábio Koff. “Temos que buscar recursos onde tem. Aqui estão praticamente esgotadas as fontes de recurso”, comentou o presidente do Vasco e vice-presidente da entidade, Eurico Miranda.
A Globo, que detém os direitos de transmissão do Brasileirão até o ano que vem, está atuando como parceira do Clube dos 13. A emissora será responsável por toda a transmissão do pacote inicial de 82 jogos e ficará com uma fatia de tudo que for arrecadado, uma vez que terá gastos com implantação de transmissão digital, transmissão para celulares, tradução, entre outros.
Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes, afirmou que ainda não há definição do quanto será abocanhado pela empresa. “Pelo menos 50% deve ficar com os clubes”, adiantou. “50%? Não, não. É muito mais”, retrucou, sorrindo, o ex-presidente do C13 Mustafá Contursi. “Isso ainda vamos definir, assim como o valor da venda dos direitos”, completou.
Mustafá assegurou que o rateio dos recursos seguirá a atual divisão da verba paga pela Globo (R$ 300 milhões anuais), com Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo e Vasco recebendo uma porcentagem maior.
Cultura
A estratégia usada pelo C13 para entrar no mercado asiático será explorar os aspectos culturais do Brasil, em parceria com o Ministério do Turismo. Ou seja, a transmissão de uma partida conterá também pequenas inserções apresentando as características das cidades dos times envolvidos, além de informações sobre culinária e hábitos, entre outros.
“É impossível competir com o futebol inglês na Ásia, já que a Premier League é transmitida lá há muitos anos e há uma ligação histórica entre a Índia, por exemplo, e a Inglaterra. Então, para podermos entrar naquele mercado, é preciso um diferencial”, explicou o empresário João Gilberto Vaz, representante internacional do C13.
Tanto Vaz como Koff garantem, no entanto, que há um interesse muito grande dos asiáticos em transmitir o Campeonato Brasileiro porque, apesar de os clubes serem desconhecidos, a seleção canarinho é a mais admirada na região. Além disso, há uma carência de alternativa para o Campeonato Inglês.
“A idéia é popularizar os clubes na Ásia e cooptar novas fontes de renda, levando equipes de categorias de base dos clubes para excursionar, disputar campeonatos. Isso gera exposição de mídia, venda de camisas. É possível também fazer clínicas de futebol, mandando treinadores para lá”, conta Marcelo Campos Pinto.
Além de Índia, Cingapura e China, o C13 planeja a criação de um canal de futebol brasileiro no Oriente Médio (cujo centro seria em Dubai, capital dos Emirados Árabes Unidos), no norte africano, na Oceania e em outros países asiáticos como Japão, Hong Kong e Indonésia. Segundo a entidade, já há negociação em andamento com todos esses países.