Apesar das declarações do presidente do Clubes dos 13, Fábio Koff, que acreditava em uma reconciliação, o Flamengo anunciou nesta sexta-feira que ele, assim como São Paulo, Botafogo, Atlético Mineiro e Cruzeiro, vão se afastar da entidade. Irritados com a manutenção do estatuto e com o modelo de distribuição de verbas, o presidente do Rubro-negro carioca, Márcio Braga, deixou claro que a partir de agora esses clubes passarão a tomar certas medidas entre eles.
O racha teve um episódio importante na última terça-feira, quando o C13 optou por negar uma mudança proposta pelos times em questão, que tinham o objetivo de fazer uma entidade mais democrática. Após isso, essas equipes publicaram uma nota de repúdio ao Clube dos 13.
Para Márcio Braga, a instituição vem tomando medidas autoritárias. “Queríamos adaptar o estatuto, que mudou muito pouco desde 1987, ao novo Código Civil brasileiro. Nossa proposta não foi nem discutida, portanto nos retiramos. Além disso, o Clube dos 13 deixou de ser o foro de debate sobre os nossos problemas”, declarou. “Tivemos graves crises no futebol brasileiro, como o escândalo de arbitragens em 2005 e nada foi feito Achamos que a entidade deveria ser mais representativa dos clubes”.
De acordo com o presidente do Fla, a redistribuição das verbas também não leva em conta o tamanho das equipes e sua representatividade. “O Fábio Koff é um senhor ultrapassado. Há anos que não sabe o que é dirigir um grande clube. O pay-per-view, por exemplo, é dividido igualmente entre todos os times, sendo que a maior venda de pacotes está no Rio e, claro, por causa do Flamengo. É justo eu ficar sustentando Juventude, Figueirense, Sport?”, disparou.
Insatisfeito, o dirigente explicou que não se submeterá aos acordos firmados pelo C13. “É por isso que estamos quebrados. A partir de agora, quem negociará o futuro contrato com a Globo ou com qualquer outra emissora seremos nós. O Clube dos 13 não nos representa mais. Ele já acabou há muito tempo”, afirmou.
Márcio Braga ainda ressaltou que os cinco clubes estudam criar uma organização entre eles, batizada de G-5, como uma forma de aproximar as equipes e tomar decisões em conjunto. Mesmo assim, ele avisou que Atlético, Flamengo, Botafogo, São Paulo e Cruzeiro continuarão participando da vida política do C13.
O Clube dos 13 é uma das entidades mais importantes no futebol brasileiro. Sem contar os cinco times que romperam nesta sexta-feira, a entidade representa 15 clubes e, além de negociar os contratos televisivos, ainda é responsável pela redistribuição de verbas, fato que trazendo problemas para a instituição há alguns anos.