< !-- hotwords -- >
Toda semana é a mesma história: Muricy Ramalho elogia a defesa, a menos vazada do campeonato, e diz que o ataque precisa ser mais eficaz. O problema crônico está começando a respingar até mesmo no goleiro Rogério Ceni, que espera não ser o principal culpado pela queda ofensiva do Tricolor em 2007.
Nas últimas duas temporadas, o camisa um foi o artilheiro máximo da equipe com 16 gols em 2006 e, com 18, em 2005. Neste ano, no entanto, Ceni está longe de se aproximar dessas marcas: fez apenas quatro gols de pênalti e nenhum de falta.
“Espero subir meu aproveitamento neste segundo semestre. Porém, até alguns centroavantes passam por jejum de gols. Eu não fico tanto tempo sem marcar por causa dos pênaltis e faltas”, disse Rogério Ceni.
Apesar de sua função principal não ser a de marcar gols, Rogério Ceni admite não estar conseguindo ajudar os atacantes como fazia no passado. Mesmo assim, ele confia nos companheiros e acredita que o São Paulo vai brigar pelo título do Brasileirão se conseguir acertar alguns detalhes até o final do ano.
“Sete gols marcados em oito rodadas realmente ainda é muito pouco para o São Paulo. Porém, criamos muitas chances contra o Figueirense e demonstramos uma evolução. Só nos falta um pouco de sorte e competência nas finalizações para que estes gols saiam”, declarou Ceni.
Segundo o goleiro, o Tricolor está no caminho certo. Até a partida contra o Santos, na Vila Belmiro, Aloísio vivia jejum de 60 dias. Dagoberto não balançava as redes desde sua estréia no dia 2 de maio. Na Baixada Santista, ambos deram a vitória ao São Paulo e se livraram da pressão.
“Espero que não seja por minha causa que nosso número de gols não seja o ideal neste ano. O São Paulo Futebol Clube tem jogadores com qualidade para isso e logo vamos crescer”, completou Rogério Ceni.