Os brasileiros usaram a criatividade a favor da Nigéria, ontem, no Mané Garrincha, para que a história não se repita pela quarta vez e a França insista em eliminar o Brasil como nas Copas de 1986, 1998 e 2006. Mas foi em vão. Embora tenham tentando de tudo, o destino trilhou mais uma possibilidade de encontro entre seleções.
A classificação francesa às quartas de final mantém o duelo Brasil x França possível. Para isso ocorrer, o time canarinho precisa superar a Colômbia na próxima fase e os Bleus, passarem pela Alemanha.
Por esse motivo, os brasileiros deixaram o Mané Garrincha cantando em alto e bom som “Ô, França, pode esperar, a sua hora vai chegar”.
Enquanto os donos da casa convertiam o passado ruim em provocação, outros lamentavam o reencontro dos gigantes. “Não sei se é uma boa ideia jogar com o Brasil na casa dele, mas vamos ver”, confessou o francês Alexis de Warren.
Amuletos não ajudaram
A dupla de amigos Guilherme Peixoto e Ulisses Santos decidiu ousar. Em uma fantasia inusitada, os dois pareciam estar montados em uma espécie de Yoshi (o dinossauro do jogo de videogame, Mario Bros).
“Queremos chamar a atenção e torcer pela Nigéria com os nossos animais verdes. Da França torço apenas para o Benzema. Sorte a dele que não é francês, mas se essa seleção passar, o Brasil dá um jeito nela depois”, confiou Guilherme. Os cavalinhos não trouxeram a sorte desejada e Benzema avançou.
Do outro lado do estádio e vestido com a camisa do Corinthians, Jaime Jonas se apegou à sorte que o escudo traz somado a um costume antigo. “Todas as vezes que venho ao estádio com essa roupa, o time que torço sempre ganha. E hoje (ontem) sou Nigéria”, disse o técnico eletricista.