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Futebol

Candangão: Número de pagantes do clássico empolga

Arquivo Geral

18/02/2014 8h30

Os 14.872 pagantes anunciados no borderô da partida entre Brasiliense e Gama fizeram do clássico da capital um dos maiores públicos nos Estaduais Brasil afora nesta temporada. O número indicado, porém, tem suas controvérsias.

A conta dos quase 15 mil pagantes só bate devido à promoção “futuro torcedor”. Ao preço simbólico de R$ 1, 9.700 crianças de escolas públicas foram contempladas com um ingresso. O problema é que os beneficiados não estiveram no Mané Garrincha e nenhum órgão envolvido na organização do clássico explica quem bancou o mimo.

De acordo com a Coordenadoria de Comunicação da Copa (ComCopa), “a comercialização de ingressos não é atribuição da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa)”, empurrando a função para a Federação Brasiliense de Futebol (FBF).

Somente impressão

Por meio de sua assessoria, a Federação Brasiliense de Futebol (FBF) afirmou que a única responsabilidade da entidade em relação aos ingressos foi a impressão.

Segundo o borderô do jogo, 10 mil bilhetes da promoção foram “colocados à venda”. Destes, 300 foram devolvidos.

Para baixo

O documento mostra ainda que as entradas promocionais eram destinadas ao setor da arquibancada superior, o que não aconteceu. 

Antes de o clássico começar, todos os torcedores que não faziam parte das torcidas organizadas foram destinados ao anel inferior do estádio. A ordem era para evitar maiores confusões, o que acabou funcionando já que o duelo terminou sem ocorrências.

Ação pelo futebol local

Ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando os clubes de fora tiveram de pagar uma gorda quantia para atuar no Mané Garrincha, o clássico de Brasília teve a vida facilitada. Não consta no borderô o pagamento de aluguel do palco,  cuja a taxa seria de 15% do valor bruto da renda da partida.
 
A ComCopa afirmou que “o jogo Brasiliense x Gama foi isento do pagamento da taxa de aluguel para a utilização do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha”.
 
A nota diz que a isenção tem como base legal o artigo 13 do Decreto 34.561, de 9 de agosto de 2013, e o artigo 10 do Decreto 34.798, de 5 de novembro de 2013, que diz que o governador pode autorizar isenção total ou parcial do pagamento do aluguel de espaços públicos esportivos do Distrito Federal, considerando a relevância do evento a ser realizado. “O Governo do Distrito Federal concedeu a isenção como forma de fortalecer o futebol local”, justificou. 

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