Os 14.872 pagantes anunciados no borderô da partida entre Brasiliense e Gama fizeram do clássico da capital um dos maiores públicos nos Estaduais Brasil afora nesta temporada. O número indicado, porém, tem suas controvérsias.
A conta dos quase 15 mil pagantes só bate devido à promoção “futuro torcedor”. Ao preço simbólico de R$ 1, 9.700 crianças de escolas públicas foram contempladas com um ingresso. O problema é que os beneficiados não estiveram no Mané Garrincha e nenhum órgão envolvido na organização do clássico explica quem bancou o mimo.
De acordo com a Coordenadoria de Comunicação da Copa (ComCopa), “a comercialização de ingressos não é atribuição da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa)”, empurrando a função para a Federação Brasiliense de Futebol (FBF).
Somente impressão
Por meio de sua assessoria, a Federação Brasiliense de Futebol (FBF) afirmou que a única responsabilidade da entidade em relação aos ingressos foi a impressão.
Segundo o borderô do jogo, 10 mil bilhetes da promoção foram “colocados à venda”. Destes, 300 foram devolvidos.
Para baixo
O documento mostra ainda que as entradas promocionais eram destinadas ao setor da arquibancada superior, o que não aconteceu.
Antes de o clássico começar, todos os torcedores que não faziam parte das torcidas organizadas foram destinados ao anel inferior do estádio. A ordem era para evitar maiores confusões, o que acabou funcionando já que o duelo terminou sem ocorrências.