Assim como ocorre desde 2003, o sistema de disputa do Campeonato Brasileiro será novamente por pontos corridos, com turno e returno entre os 20 clubes participantes – o que vai totalizar 38 rodadas. A tendência é de muito equilíbrio, sem nenhum grande favorito já na largada.
Mesmo porque, o campeonato terá claramente duas etapas, antes e depois da Copa do Mundo, o que pode mudar muito o equilíbrio de forças. Assim, quem começar o Brasileirão como favorito pode não ter mais a mesma condição no segundo semestre, já que todos os clubes aproveitarão para treinar bastante durante a paralisação, além de sofrer com a concorrência de clubes europeus na janela de transferências.
A novidade deste ano é a forte presença do futebol catarinense, agora com três representantes na elite: Figueirense, Criciúma e Chapecoense. Ao todo, a disputa terá times de São Paulo, Rio, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco e Goiás.
Boas apostas
Se não é possível cravar favoritos, por outro lado, há como apontar clubes que chegam fortes para a disputa.
O Cruzeiro, atual campeão, vem com elenco entrosado para lutar pelo bicampeonato. Já o Atlético-MG conta com o talento de Ronaldinho Gaúcho, a força do ataque com Jô, Fernandinho e Diego Tardelli e uma defesa sólida.
Em Porto Alegre, Grêmio e Internacional vêm fazendo um bom papel nos primeiros meses do ano.
Os clubes do Rio enfraqueceram. O Flamengo demonstra uma força maior em torneios mata-mata, quando a torcida faz a diferença em meio a um grupo limitado. O Fluminense, com bastidor conturbado, tem excesso de qualidade no meio de campo para a frente, mas deixa a desejar na defesa. O Botafogo, por sua vez, perdeu seus principais atletas e mergulha em crise financeira.
Em 2013, os clubes paulistas decepcionaram. Agora, eles têm a dupla Palmeiras-Santos como candidata à quebrar a má fase. Corinthians e São Paulo, por outro lado, estão devendo e, ao menos no papel, possuem elencos capazes de brigar por vaga na Libertadores.
LUTA CONTRA O RACISMO
A Confederação Brasileira de Futebol lançou ontem uma campanha contra o racismo e a intolerância. Intitulado de “Somos Iguais – no futebol brasileiro”, o projeto visa o “mais absoluto repúdio ao racismo, à intolerância e a todo tipo de desigualdade”, conforme anunciou a entidade.
A campanha promovida nos jogos da Série A e da Série B. “Vamos, todos, participar dessa luta que tem como objetivo derrotar o preconceito”, pediu o presidente José Maria Marín.