O novo episódio de jogos remarcados no Campeonato Candango deste ano pode vitimar de vez o planejamento dos clubes que ainda restam no torneio.
As novas partidas confirmadas entre Brasiliense e Unaí/Paracatu pelas quartas de final vão obrigar o campeonato – inicialmente marcado para chegar ao fim em 12 de abril – ter sua final disputada posteriormente, provavelmente no mês de maio.
Com a mudança do fim do Candangão, os times que já se classificaram para a fase semifinal vivem um dilema em relação à preparação dos atletas e até contratos de jogadores e membros da comissão técnica, que, em sua maioria, vão até o fim de abril.
Reclamações
A maioria dos clubes que busca o título critica as diversas mudanças ocasionadas no calendário. É o caso do Sobradinho. “Vamos ter um prejuízo porque não tem como seguir o planejamento inicial. Os jogadores têm contrato até o final de abril e vamos ter que conversar com eles individualmente para negociar um aditivo de um mês no contrato. Ficamos reféns em caso de algum jogador ter recebido proposta para o segundo semestre e não poder continuar com a gente”, explicou o diretor de futebol da equipe, Túlio Guerreiro.
Para o presidente do Unaí/Paracatu, Elias Andrade, o dinheiro anda curto, mas, mesmo assim, ele acredita que a dificuldade pode ajudar. “A questão financeira vai nos dar mais força para seguir no campeonato. Os jogadores confiam na diretoria. Vamos buscar acertos com eles e vamos até o fim do campeonato”, sentencia.
O presidente do Brasília, Luis Carlos Alcoforado, foi mais um que reclamou da mudança das datas. “Toda decisão deste tipo (que muda datas no campeonato) é ruim. Alguns dirigentes querem vencer, mas não querem competir. Para isso, usam dos artifícios mais sujos possíveis”, detonou.
Pensamento diferente
O homem-forte do Brasiliense, Luiz Estevão, prefere não fazer qualquer barulho, e foca apenas no seu time. “Se a FBF em conjunto com o TJD-DF precisaram mudar as datas, resta a nós nos prepararmos para as partidas. Não adianta ficar parado na rua reclamando”, diz o mandatário.
Mudanças sem fim
Unaí/Paracatu e Brasiliense deveriam ter se enfrentado na sexta (28/3) no estádio Frei Norberto, em Paracatu (MG).
Alegando falta de condições no estádio, a FBF mudou a partida para o Serra do Lago, em Luziânia.
Afirmando não ter condições logísticas de levar sua equipe à cidada goiana, o presidente do Unaí/Paracatu, Elias Andrade, confirmou a apresentação do clube no estádio Frei Norberto, na cidade mineira. O Brasiliense, por sua vez, foi para o Serra do Lago.
O Unaí/Paracatu entrou na justiça alegando que tinha o direito de jogar em seus domínios. O TJD-DF deu parecer favorável a equipe e os jogos foram remarcados.
Imagem manchada
A remarcação dos dois jogos das quartas de final entre Unaí/Paracatu e Brasiliense gerou muito desconforto aos dirigentes.
O diretor de futebol do Sobradinho, Túlio Guerreiro, comentou a situação. “A gente fica refém de tudo o que vem acontecendo. A imagem do campeonato fica arranhada. Sempre que o Candangão é notícia nacionalmente é por causa de algum vexame”, disparou.
Daniel Vasconcelos, presidente do Luziânia, espera que uma reunião hoje, com as equipes que ainda estão vivas no Candango juntamente com a FBF, possa clarear as datas futuras do torneio e, consequentemente, replanejar o futuro do azulino goiano.
“Nós ainda não temos as datas das semifinais definidas. Vamos ter outra reunião amanhã (hoje) para saber como as coisas vão ficar. Mas a gente não pode abaixar a cabeça . Jamais vamos abandonar o campeonato”.