Perder por W.O. na estreia por não ter chuteira, ser obrigado a jogar em Luziânia – quase cem quilômetros de distância – por não ter um estádio apto a receber um jogo do Campeonato Candango e estar há cinquenta dias sem receber salário. Essa é a vida inusitada e nada profissional vivenciada pelo Formosa.
Ontem, no início da tarde, uma fonte entrou em contato com a reportagem do Jornal de Brasília e revelou que os jogadores entraram em greve. Não treinaram e dizem que só entrarão em campo contra o Ceilandense, domingo, no Abadião, se receberem parte da dívida.
O grupo começou a trabalhar no dia 18 de dezembro e até o momento não viu a cor do dinheiro. “Os jogadores estão desistindo mesmo. Muitos estão à procura de outro clube”, revelou. Nenhum jogador quis falar sobre o tema com medo de retaliações.
Versão esquisita
O presidente do clube, Cacildo Cassiano, negou a greve e tentou explicar a situação: “Não teve treino porque estávamos sem ropeiro e o diretor de Futebol não soube conduzir a situação. Mas eles vão treinar normalmente amanhã (hoje). Estamos devendo mesmo, mas vamos pagar em breve”, discursou.